Seqüestradores mostram refém alemã na televisão

Terroristas dizem não fazer parte do Talebã e reivindicam libertação de presos

Efe

19 de agosto de 2007 | 11h58

Os seqüestradores que no sábado tomaram como refém uma alemã em Cabul apareceram hoje em uma televisão afegã com a cooperante alemã, e disseram não ser talibãs. Eles reivindicaram a libertação de companheiros presos em troca da libertação da refém. "Estou bem, isso não é nenhuma ameaça contra mim. Quero que meu país tente imediatamente me libertar", leu em um papel a cooperante alemã, que parecia serena e que pertence à organização humanitária Ora International, de caráter cristão. No vídeo retransmitido pelo canal Tolo TV, um dos seqüestradores apareceu com o rosto coberto e óculos de sol. "Temos a Christina, tentaremos mantê-la a salvo. Queremos que o Governo de Hamid Karzai liberte nossos prisioneiros", leu o seqüestrador, também de um comunicado. O homem ofereceu enviar ao Governo afegão por alguma via privada o nome dos presos que querem que sejam libertados. "Não somos pessoas ruins, também não somos talibãs. Somos um grupo especial", disse o seqüestrador. A cooperante alemã foi seqüestrada no sábado às 13h30 (6h de Brasília) no lado oeste de Cabul por um grupo de homens armados que estavam em vários veículos. O Ministério do Interior afegão não precisou então se o grupo pertencia à milícia talibã. Os seqüestros de estrangeiros na capital afegã não são muito freqüentes, mas, no leste do Afeganistão, os talibãs seqüestraram há um mês um grupo de 23 missionários sul-coreanos. Dois deles foram executados e duas sul-coreanas foram libertadas, mas os talibãs deram por encerradas as negociações coma delegação de Seul na zona para soltar os outros reféns. Também em julho, os insurgentes seqüestraram dois engenheiros alemães na província de Maidan-Wardak.

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