Seqüestradores nigerianos pedem US$ 400 mil por menino

Garoto de 3 anos é filho de autoridade de região petrolífera do Delta do Níger

Efe

13 Julho 2007 | 12h02

Os seqüestradores de Samuel Amadi, filho de três anos de um líder tradicional nigeriano seqüestrado na quinta-feira no sul da Nigéria, pedem cerca de US$ 400 mil como resgate, afirmou nesta sexta-feira, 13, a imprensa local. Os seqüestradores contataram o pai, Francis Amadi, por telefone e pediram o dinheiro (50 milhões de nairas) em troca da libertação, ameaçando decapitar o menino se a quantia não for paga. É o quarto seqüestro de um menor nos últimos meses, e o segundo em menos de duas semanas, na turbulenta região petrolífera do Delta do Níger, em uma prática que a população teme que se estenda. Os seqüestros, por reivindicações sociais ou por razões puramente econômicas, são um crime freqüente nesta região da Nigéria, mas até o momento eram raros os casos em que as vítimas eram mulheres ou crianças. "Quando me pediram que depositasse 50 milhões de nairas em uma conta corrente decidi ser amável com eles, porque a vida de meu filho está em jogo", disse Amadi segundo o jornal Vanguard. "Eu os disse que tinha 5 milhões e que podia pagar em dinheiro, mas recusaram", acrescentou. O motorista que levava o menino à escola e um estudante foram detidos como parte da investigação, informou o porta-voz da Polícia, Ireju Barasua. Samuel é o único filho de Francis, um importante chefe tradicional da cidade de Port Harcourt que possui o título de "Rei de Iriebe". Seqüestros O menino foi seqüestrado em condições muito parecidas com as que também foi capturada, na mesma cidade, Margaret Hill, outra menina de três anos que foi libertada no domingo após quatro dias de cativeiro. Ambos foram surpreendidos por homens armados quando iam de carro para a escola pela manhã. Na região do delta do Níger, centro da indústria petrolífera nigeriana, vários grupos armados de ativistas atuam capturando estrangeiros e atacando companhias de outros países para reivindicar que os lucros gerados com o petróleo cheguem à população, cuja maioria vive na pobreza. Estes grupos, que acostumam libertar seus reféns ilesos e não pede resgates, se desvincularam deste outro tipo de seqüestros, como os das duas crianças, realizados por grupos criminosos comuns que querem apenas dinheiro.

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