Sequestrados 4 repórteres italianos

TRÍPOLI

, O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2011 | 00h00

Forças leais ao ditador Muamar Kadafi sequestraram quatro jornalistas italianos e mataram o motorista que os conduzia em uma estrada rumo a Trípoli. A informação foi revelada pela própria chancelaria de Roma.

Não está claro o que exigem os milicianos pró-Kadafi, mas alguns dos jornalistas conseguiram falar por telefone com suas redações e teriam afirmado que "estão bem". No grupo, há dois funcionários do Corriere della Sera, um do La Stampa e outro do diário católico Avvenire.

Não há informações precisas sobre o paradeiro do grupo. A agência de notícias Ansa noticiou que o cônsul italiano em Benghazi, Guido De Sanctis, dissera no começo do dia que o grupo estava em um apartamento de Trípoli, localizado entre o complexo de Kadafi e o Hotel Rixos, onde estão cerca de 300 jornalistas estrangeiros.

Em entrevista à Sky TV, o editor de internacional do jornal Avvenire, Fabio Carminati, disse que o repórter Claudio Monici telefonou dizendo "estar bem", embora os militantes tenham roubado todos os pertences do grupo. "Roubaram tudo: nossos telefones, nosso dinheiro", teria dito Monici, de acordo com Carminati. Os repórteres teriam sido pegos por civis, que os entregaram a homens fardados, segundo o site do Corriere della Sera.

Repórteres liberados. Depois de passarem dias confinados no Hotel Rixos sob a mira de fuzis de forças pró-Kadafi, 35 jornalistas estrangeiros foram liberados ontem. As tropas do regime que guardavam o lugar deixaram de vigiar o hotel em meio a confrontos com forças rebeldes. Segundo relatos dos jornalistas, ninguém ficou ferido. Havia atiradores no telhado para impedir que eles saíssem do edifício. A água potável e a comida estavam no fim e havia eletricidade em algumas partes.

O Rixos abrigou os repórteres enviados à Líbia nos últimos seis meses. Eles eram levados pelas forças de Kadafi para fazer breves tours pela capital, sempre mantidos sob intenso controle dos guardas e espiões do regime. No domingo, homens armados proibiram os jornalistas de deixar o local. / AP

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