Seqüestro de britânica complica situação de Blair

O seqüestro de uma britânica, diretora de uma agência humanitária, no Iraque mergulhou o governo do primeiro-ministro Tony Blair em nova crise de reféns num momento político delicado. O governo enfrenta críticas da oposição e em seu próprio partido, o Trabalhista, por estar prestes a remanejar tropas para uma região mais conflitiva, ao sul de Bagdá, atendendo a pedido dos EUA. Um grupo armado seqüestrou Margaret Hassan, de 52 anos, quando ela se dirigia ao trabalho em Bagdá, na Care International, entidade de ajuda humanitária da qual é diretora. Nascida em Dublin, na Irlanda, Margaret Hassan tem nacionalidade britânica e também iraquiana, por ser casada com um iraquiano, o engenheiro Ahmed Hassan. Nas últimas semanas, extremistas islâmicos executaram um engenheiro britânico e dois americanos porque as forças de ocupação não atenderam à sua exigência de libertação de mulheres muçulmanas presas. A forte pressão de deputados do partido de Blair, o Trabalhista, fez com que ele garantisse hoje que não haverá nos próximos dias o deslocamento de tropas britânicas - cerca de 900 homens - de Basra para áreas violentas ao sul de Bagdá. Blair enfatizou que as tropas só serão transferidas para algumas cidade poucos quilômetros ao sul de Bagdá se houver uma justificativa militar. Vários parlamentares trabalhistas dizem que Blair está querendo ajudar Bush a ser reeleito em novembro.

Agencia Estado,

19 Outubro 2004 | 19h13

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