Seqüestro de britânicos está ligado ao Irã, diz general

A responsabilidade, de acordo com ele, é de uma milícia islâmica xiita

Agencia Estado

21 Junho 2007 | 13h09

David Petraeus, comandante das forças norte-americanas no Iraque, acusou iranianos de treinar e armar os seqüestradores de cinco civis britânicos. No The Times, o general Petraeus demonstrou em entrevista sua convicção de que os quatro guardas de segurança e um assessor seqüestrados em março, em Bagdá, estão vivos. "Efetuamos várias operações para resgatar os reféns, mas as informações que recebemos não estavam corretas. Continuamos promovendo grandes esforços para tentar localizar e resgatar o grupo", disse. Segundo o comandante a célula terrorista responsável pelo seqüestro tinha estreitas ligações com as autoridades do Irã. Entretanto, Petraeus não acusou diretamente o governo iraniano de cumplicidade no seqüestro. Muktada al-Sadr Desde que os cinco britânicos foram seqüestrados, há três semanas, o governo britânico enviou negociadores e especialistas em antiterrorismo para tentar sua libertação. O grupo responsável é uma célula secreta do Exército Mehdi, uma milícia islâmica xiita leal ao clérigo Muktada al-Sadr, de acordo com o comandante norte-americano. "Achamos que é a mesma rede que matou nossos soldados em Karbala, em janeiro passado. Matamos o chefe da rede menos de uma semana antes da operação contra os britânicos. A ação já tinha sido planejada foi executada pelos seus seguidores", afirmou. Conforme o relato de Petraeus no jornal britânico, o mesmo grupo é responsável por outros ataques contra britânicos, utilizando armas contrabandeadas do Irã, capazes de destruir veículos blindados.

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