Sequestro de general faz Colômbia suspender negociações com Farc

Sequestro de general faz Colômbia suspender negociações com Farc

Santos anuncia paralisação do processo de paz que hoje completaria dois anos e está com quatro das seis etapas concluídas

O Estado de S. Paulo

17 de novembro de 2014 | 08h38

BOGOTÁ - O presidente colombiano, Juan  Manuel Santos, suspendeu nesta segunda-feira, 17, as negociações de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em razão do sequestro de um general do Exército do país e mais duas pessoas. Segundo Santos, que acusa a guerrilha pelo crime, as conversas, que hoje completariam dois anos, não serão retomadas enquanto o caso não for esclarecido e os reféns, libertados. 

"Amanhã os negociadores viajariam para uma nova rodada de negociações em Havana. Pedirei aos emissários que não viajem e suspendam as negociações enquanto não se esclareça o sequestro e libertem essas pessoas", disse Santos no começo da madrugada.

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Pedirei aos emissários que não viajem e suspendam as negociações enquanto não se esclareça o sequestro e libertem essas pessoas
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A decisão foi tomada pelo presidente depois de uma reunião com a cúpula das Forças Armadas. O general sequestrado foi identificado como Rubén Alzate, comandante da força-tarefa Titán, do Exército. Ele foi capturado no departamento (Estado) de Chocó. Junto com ele, foram sequestrados o cabo Jorge Rodríguez Contreras e a advogada Gloria Urrego, durante uma operação para supervisar um projeto energético em uma área isolada da província. 

"Não sabemos as razões pessoais ou de inteligência para o sequestro", disse o ministro da Defesa Juan Carlos Pinzón. "Os protocolos de segurança para a proteção do general não foram seguidos."

Santos foi reeleito em junho para um segundo mandato tendo como promessa principal um acordo de paz com a guerrilha. Dos seis pontos previstos num acordo, quatro já foram cumpridos. / AFP

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