Será difícil parar EUA contra Irã, diz assessor de Lula

O assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, afirmou hoje, no Senado, que será difícil interromper uma intervenção militar dos Estados Unidos no Irã caso os movimentos nesse sentido se iniciem.

ROSA COSTA, Agência Estado

27 de abril de 2010 | 17h53

Garcia deu a entrevista após participar de audiência pública na Comissão de Relações Exteriores. Ao responder se o governo teme uma possível intervenção no Irã, declarou: "Não. Não é o que eu temo. Mas, quando se começa um determinado movimento, parar esse movimento às vezes é difícil. Você não consegue repor a pasta de dente para dentro do tubo. Já para fora é muito fácil." Um repórter lhe perguntou se o creme dental, nesse caso, já começou a sair do tubo. Ele respondeu: "Acho que tiraram a tampinha."

Durante a audiência na Comissão de Relações Exteriores, o assessor da Presidência se referiu várias vezes à questão do Irã, sempre destacando que uma ocupação daquele país seria "muito mais grave" do que a invasão do Iraque. Lembrou que o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, está em Teerã, preparando a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Irã.

A visita de Lula dará continuidade, segundo Garcia, a meta brasileira de convencer governantes daquele país a adotar a mesma posição do Brasil de desenvolver a energia nuclear sem produzir armas atômicas.

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