Serial killer confessa 48 assassinatos diante do tribunal

Gary Ridgway, um ex-pintor de caminhões suspeito de ser um homicida em série conhecido como o Assassino do Rio Verde, foi levado perante uma corte americana nesta quarta-feira e admitiu ter matado 48 mulheres. "Eu matei tantas mulheres que até perdi a conta", confessou o acusado ao ler uma confissão perante o tribunal. "Eu queria matar qualquer mulher que eu visse e achasse que fosse uma prostituta", revelou Ridgway em sua declaração. Parentes de muitas das vítimas choraram em silêncio na corte. Os advogados de Ridgway fecharam um acordo com a promotoria segundo o qual ele será poupado da pena de morte e cumprirá sentença de prisão perpétua sem direito a liberdade condicional. O acordo assinado em 13 de junho inscreve mais assassinatos em sua ficha criminal do que qualquer outro assassino em série da história dos Estados Unidos. D esde a assinatura do acordo, Ridgway, trabalhou ao lado dos investigadores para recuperar restos mortais ainda desaparecidos de algumas das vítimas. A orgia sangüinária do Assassino do Rio Verde começou em 1982, quando atacava mulheres da região de Seattle, principalmente prostitutas e mulheres que fugiam de casa. Os corpos das primeiras vítimas foram jogados no Rio Verde, dando origem ao nome pelo qual a imprensa passou a referir-se a ele. Os crimes pareceram parar tão repentinamente como começaram. A promotoria acreditava que a última vítima do Assassino do Rio Verde havia sido morta em 1984, mas Ridgway admitiu ter cometido um crime em 1990 e outro em 1998. Ridgway, de 54 anos, morava em Auburn, um distrito de Seattle, e foi detido em 2001, sendo obrigado e abandonar seu emprego de pintor de caminhões. A promotoria informou que técnicas avançadas de análise de DNA possibilitaram comparar amostras de saliva extraídas de Ridgway em 1987 com amostras colhidas no corpo de três de suas primeiras vítimas. No tribunal, os advogados de acusação apresentaram os detalhes de cada caso e pediram para que Ridgway confirmasse ou negasse. Depois de admitir os crimes, já era esperado que ele se declarasse culpado. Em sua admissão de culpa, ele revelou ter assassinado todas as mulheres no condado de King, perto de sua casa, ou dentro de seu caminhão, não muito longe de onde encontrava as mulheres. "Na maior parte dos casos, quando matei essas mulheres, eu não sabia seus nomes", confessou. "Na maioria dos casos, matava no mesmo dia em que as conhecia. Também não me lembro muito bem do rosto delas." Ele manifestou diversos motivos para assassinar as prostitutas. "Odeio a maioria das prostitutas e não queria pagar para manter relações sexuais com elas", revelou. "Além disso, escolhi as prostitutas como vítimas porque era fácil sair com elas sem ser notado. Eu sabia que elas não seriam imediatamente dadas como desaparecidas, e talvez nunca viessem a ser. Escolhi as prostitutas porque pensei que poderia matar quantas eu quisesse sem ser pego." Em muitos casos, Ridgway manteve relações sexuais com suas vítimas antes de estrangulá-las. Ele passou a ser investigado pelas mortes em 1984, quando o namorado de uma das vítimas relatou à polícia tê-la visto pela última vez entrando num caminhão que foi identificado como sendo de Ridgway.

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