Série de 13 atentados simultâneos mata 68 e deixa 300 feridos na Índia

Uma série de 13 atentados simultâneos deixou ontem 68 mortos e mais de 335 feridos num dos piores ataques terroristas lançados na Índia nos últimos anos.Os explosivos foram postos em carros, motocicletas e carroças-bomba e detonados na hora do almoço, perto de lugares de grande circulação de pessoas, nas cidades de Kokrajhar, Barpeta e Gauhati, no Estado de Assam, noroeste da Índia.Nenhum grupo terrorista havia assumido a autoria dos atentados até ontem, mas o porta-voz do governo de Assam, Biswa Sharma, disse que "as suspeitas apontam para a Frente Unida de Libertação de Assam (ULFA, pelas inciais em inglês)", maior grupo separatista a enfrentar o governo da Índia nesta região, fundado há quase 30 anos.O porta-voz da ULFA, Anjan Borehaur, negou que os ataques tivessem sido realizados por membros da Frente, que, segundo ele, não são capazes de coordenar operações de tal magnitude e complexidade."Eu vi seis ou sete pessoas completamente queimadas e deitadas no chão", disse Jeet Hazarik, advogado de 32 anos, da cidade de Gauhati. "Este é um dia realmente negro para nós." Os atentados de ontem fizeram lembrar a série de explosões que sacudiram outras três cidades indianas este ano, matando mais de 120 pessoas. Na ocasião, o pouco conhecido grupo Islâmicos Indianos assumiu a autoria dos atentados."Seguindo a natureza, o planejamento e a magnitude das explosões, nós precisamos descobrir se a ULFA foi assistida por outros grupos terroristas, daqui ou do exterior", disse o representante do Ministério do Interior, Subhash Das, reforçando as suspeitas sobre o grupo separatista. A ULFA é apenas um dos muitos grupos separatistas que já provocaram a morte de mais de 50 mil pessoas no nordeste da Índia.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.