Série de ataques com carros-bomba mata 46 no Iraque

Uma série de ataques com carros-bomba, aparentemente coordenada, matou pelo menos 46 pessoas nesta quarta-feira no Iraque. Parte das vítimas eram policiais, mas também havia civis, inclusive mulheres e crianças. A violência começou perto de Bagdá e depois atingiu pontos no norte e no sul do país, em um total de sete cidades. A sucessão rápida de ataques é uma marca da rede terrorista Al-Qaeda, mas nenhum grupo assumiu a autoria das ações até agora.

AE, Agência Estado

25 de agosto de 2010 | 09h49

No pior ataque, um carro-bomba explodiu na cidade de Kut, 160 quilômetros a sudeste de Bagdá, matando 20 pessoas, incluindo 15 policiais, e ferindo outras 90, a maioria policiais também, de acordo com informações do tenente local Ali Hussein.

Na capital Bagdá, um suicida explodiu seu veículo perto de uma delegacia, no subúrbio do bairro de Qahira, matando 15 pessoas e ferindo outras dezenas, segundo médicos e funcionários do setor de segurança. O ataque nesse bairro onde convivem sunitas e xiitas ocorreu por volta das 8h (hora local). Um funcionário no Hospital Médico da Cidade informou que eles haviam recebido os corpos de duas mulheres, duas crianças e dois policiais.

Outro carro-bomba em Bagdá matou dois policiais e feriu sete civis, no centro da cidade. Outros dois policiais foram mortos a tiros em Al-Amel, distrito no sul da capital, informou o funcionário do Ministério do Interior.

No norte do país, um carro-bomba em Kirkuk matou uma pessoa e feriu outras 11, disse o coronel Adel Zain al-Abideen, chefe de polícia interino da cidade. Em Ramadi, capital provincial de Anbar, a oeste de Bagdá, três pessoas, duas delas policiais, foram mortas e 16 feridas por carros-bomba, em um posto de segurança.

Uma série de ataques com carros-bomba em três outras cidades elevou o número de mortos para ao menos 46 e somou mais cerca de 60 feridos. O aumento da violência no último bimestre desperta temores sobre se as forças iraquianas teriam capacidade para garantir a segurança no país, ainda sem um governo central desde as eleições de 7 de março, que terminaram sem um vencedor claro.

Ontem, o Exército dos Estados Unidos informou que o número de soldados norte-americanos no país havia sido reduzido para menos de 50 mil. Os militares dos EUA cumprem a ordem do presidente Barack Obama de reduzir de modo "responsável" as tropas, após sete anos da invasão para derrubar Saddam Hussein. As tropas restantes terão funções de assistência e treinamento, e devem deixar o país até o fim de 2011. As informações são da Dow Jones.

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