Karim Kadim/AP
Karim Kadim/AP

Série de ataques deixa pelo menos sete pessoas mortas no Iraque

Explosão de carro-bomba e atentado a tiros ocorreram em Bagdá e Abu Ghraib respectivamente

Agência Estado e Associated Press

07 de junho de 2010 | 11h46

BAGDÁ - Sete pessoas morreram em uma série de ataques no Iraque nesta segunda-feira, 7. Três morreram quando um carro-bomba explodiu perto de uma zona de compras de Bagdá. O ataque no bairro Mansour, oeste da capital, ocorre um dia após um carro-bomba matar cinco pessoas nas proximidades de uma delegacia de Bagdá. A explosão também deixou pelo menos nove feridos e danificou diversas lojas, segundo funcionários do setor de segurança e de hospitais.

 

A violência caiu nos últimos anos no Iraque, mas as forças locais ainda lutam para evitar ataques mortíferos e controlar o país. Os atentados ameaçam desestabilizar ainda mais o Iraque, que vive um momento de indecisão, três meses após as eleições parlamentares terminarem sem um vencedor claro.

 

Outra pessoa foi morta quando uma bomba explodiu em um micro-ônibus, no bairro xiita de Cidade Sadr, segundo a polícia e fontes do setor de saúde. Agressores ainda mataram a tiros um pai e seus dois filhos, na vila de al-Zaidan, perto da cidade de Abu Ghraib, a oeste da capital iraquiana.

 

Um policial disse que o irmão do homem morto é um importante membro do grupo que combate a insurgência sunita, conhecido como Filhos do Iraque. Os homens armados aparentemente acreditavam que esse homem também estaria na casa.

 

A área é ponto de passagem para a província de Anbar, no oeste do Iraque, uma área dominada por árabes sunitas. O grupo Filhos do Iraque já combateu as forças dos Estados Unidos, mas agora se uniu a elas para derrotar a Al-Qaeda no Iraque. Membros da rede terrorista e seus aliados são culpados por muitos dos atentados e ataques ocorridos no país.

 

Em outra vila próxima, al-Abid, homens armados explodiram as casas de quatro policiais, após mandarem as famílias deles deixarem essas construções. Todas as fontes pediram anonimato.

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