Série de ataques no Iraque deixa 32 mortos

Insurgentes lançaram o que parece ter sido uma série de ataques coordenados no Iraque na manhã desta segunda-feira, matando pelo menos 32 pessoas e deixando mais de 200 feridas.

Agência Estado

15 de abril de 2013 | 08h58

Os ataques, muitos dos quais feitos com carros-bomba, tiveram início menos de uma semana antes de a maioria dos iraquianos irem às urnas para as primeiras eleições desde a retirada das tropas norte-americanas em 2011, o que representa um teste para a capacidade das forças de segurança de evitar um derramamento de sangue.

Nenhum grupo havia assumido a responsabilidade pelas ações, mas ataques coordenados são um tática usada pelo braço da Al-Qaeda no Iraque.

Autoridades iraquianas acreditam que o grupo insurgente esteja se fortalecendo e aumentando sua coordenação com aliados que lutam para derrubar o presidente sírio Bashar Assad, do outro lado da fronteira. De acordo com essas fontes, o aumento da falta de controle na fronteira entre a Síria e o Iraque e a cooperação com o grupo sírio Frente Nusra tem melhorado o fornecimento de armas e de combatentes estrangeiros para os militantes.

Quase todos os ataques informados pela polícia foram realizados com bombas. As ações tiveram uma abrangência muito ampla, já que aconteceram não apenas em Bagdá, mas também na cidade sunita de Faluja, no Leste, em Kirkuk, cidade rica em petróleo e etnicamente diversificada, além de localidades predominantemente xiitas no sul.

Outros ataques foram registrados ao norte da capital, dentre eles Baquba, antigo reduto da Al-Qaeda, e na cidade natal de Saddam Hussein, Tikrit.

O ataque mais violento aconteceu em Bagdá, onde 15 pessoas morreram. Todos eles aconteceram por volta das 9h (horário local, 3h em Brasília).

Os iraquianos devem ir às urnas no próximo sábado para as primeiras eleições desde que as tropas norte-americanas deixaram o país, em dezembro de 2011. O pleito, que vai escolher autoridades locais, será um teste de força para o bloco político do primeiro-ministro Nouri al-Maliki, assim como para a capacidade das forças de segurança de manter o país seguro. As informações são da Associated Press.

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