Série de atentados causa pânico no mundo (um resumo)

Uma série de atentados nos EUA está provocando pânico no mundo. O primeiro atentado causou caos no "downtown" de Nova York, onde fica Wall Street, nesta manhã, quando dois aviões se chocaram contra as torres do World Trade Center. A Torre Sul do World Trade Center desabou. O grupo palestino Frente Democrática para a Liberação da Palestina assumiu o ataque contra o prédio, segundo a cadeia Sky. A informação, no entanto, foi desmentida por um representante do grupo em entrevista à BBC. Em Washington, a Casa Branca foi evacuada e um centro comercial está em chamas. O Pentágono também está em chamas, segundo imagens da CNN. Todos os vôos para os Estados Unidos estão cancelados. Um avião caiu próximo ao edifício do Departamento de Defesa. Paul Begala, consultor do partido Democrata, disse que testemunhou uma explosão próximo do Pentágono pouco depois o choque dos aviões contra o World Trade Center. "Foi uma grande bola de fogo, uma grande e laranja bola de fogo", disse Begala. Ele contou que outra testemunha viu um helicóptero explodir no local. A CNN informou que uma testemunha viu um helcóptero próximo do Pentágono antes do choque. A Casa Branca foi evacuada depois que o serviço secreto recebeu uma ameaça real de ataque terrorista contra a residência do presidente, George W. Bush, informou a Associated Press.O presidente norte-americano, George W. Bush, fez votos para que os EUA persiguam os realizadores dos ataques. Bush fez os comentários na Flórida, após cancelar vários eventos para voltar a Washington. Bush qualificou os ataques de "tragédia nacional" e pediu por "um momento de silêncio" pelas vítimas. Não se sabe o número de vítimas, mas tudo indica que é maior do que o atentado de Oklahoma, com 168 vítimas. Um dos aviões que se chocou com o World Trade Center era um 767, da American Air Lines, que havia decolado de Boston. Segundo o FBI, o avião havia sido sequestrado em Boston. A aeronave tem capacidade para mais de 200 passageiros. Não se sabe quantas pessoas estavam no avião. Toda a área onde localiza-se os dois edifícios está fechada. Os futuros da Bolsa de Nova York, que vinham ensaiando alta, viraram rapidamente para uma baixa de 3% logo após a rede CNN ter começado a noticiar as explosões no WTC. Logo em seguida, o pregão da Nyse foi evacuado. Os negócios com futuros agrícolas e Bradies, que funcionavam no prédio atingido, também foram paralisados. Segundo o correspondente Fávio Alves, a situação é caótica em Nova York. O tráfego na ponte do Brooklin em direção à Manhatan foi fechado. A polícia está ajudando os fiscais de trânsito a orientar o tráfego. O acesso à parte Sul de Manhattan também foi fechado. O serviço de ônibus e metrô foi suspenso. Do escritório da Agência Estado, em Nova York, é possível avistar as torres atingidas. Os sinais de televisão na parte Sul de Manhatan saíram do ar. O aeroporto La Guardia foi fechado.As operações no mercado da dívida latina também foram suspensas por causa do acidente no World Trade Center, onde está a maior parte das mesas desse mercado de Nova York. Operadores no Brasil disseram que as mesas da Merrill Lynch, da Eurobrokers e da Tullet & Tokyo encontram-se no complexo. No mercado de câmbio de São Paulo, o dólar comercial disparou e estava em alta de 2,42%, cotado a R$ 2,67. A Bolsa de Valores de São Paulo decidiu suspender as operações do pregão às 11h15. Pouco antes, o Ibovespa operava em queda de 7,42%, em 11.037 pontos. Segundo operadores de bancos estrangeiros, o nervosismo acompanha o desespero instalado nas mesas de operações de Nova York, após a série de atentados que atinge os EUA. Em Londres, o petróleo disparou. O barril do tipo Brent foi a US$ 29,55, alta de 7,1%. Na Europa, a Bolsa de Frankfurt caía 7,8%, Paris perdia 5% e Londres recuava 3%. O Ministério das Relações Exteriores não vai se manifestar, por enquanto, a respeito da onda de atentados nos Estados Unidos. "Ainda é muito prematuro", admitiu há pouco um assessor, ao afirmar que o governo brasileiro ainda não tem detalhes sobre os atentados. O ministro das Relações Exteriores, Celso Lafer, está acompanhando as informações dos Estados Unidos. O presidente do Banco Central, Armínio Fraga, falava há pouco com um diretor do BC, por telefone. Fraga, que passa férias em Nova York, ligou para dizer que está bem. Após as notícias sobre o ataque terrorista em Nova York e Washington, assessores do BC passaram a ligar para os EUA tentando um contato com o presidente do BC.

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