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Série de atentados deixa dezenas de mortos no nordeste da Nigéria

Ao menos 35 pessoas morreram na explosão de uma bomba em uma mesquita na cidade de Maiduguri e após um terrorista suicida atear fogo contra si mesmo; também nesta segunda, duas mulheres-bomba se explodiram na cidade

O Estado de S. Paulo

28 de dezembro de 2015 | 12h48

ABUJA - Pelo menos 35 pessoas morreram nas últimas horas na cidade de Maiduguri e arredores, no nordeste da Nigéria, em uma série de atentados cometidos por terroristas do Boko Haram, informou nesta segunda-feira, 28, o jornal nigeriano "Premium Times".

No mais sangrento dos ataques, cerca de 20 pessoas foram mortas e 90 ficaram feridas com a explosão de uma bomba em uma mesquita de Maiduguri. A detonação aconteceu um dia depois de o Exército combater militantes do Boko Haram a oeste da cidade, capital do Estado de Borno e berço da campanha do grupo, que visa criar um Estado islâmico no nordeste do país mais populoso da África.

Apesar de nenhum grupo ter reivindicado oficialmente a responsabilidade pelo ataque, a agressão tem a marca registrada do Boko Haram, cuja insurgência já matou centenas e desalojou cerca de 2,1 milhões de pessoas na região.

Em um incidente separado, um terrorista suicida matou 15 pessoas de uma mesma família ao atear fogo em si mesmo em um povoado perto de Maiduguri. Além disso, duas meninas adolescentes se explodiram nesta segunda na cidade, em outro atentado que deixou um número ainda indeterminado de mortos.

"Desde a noite passada nós, moradores, encontramos várias bombas não detonadas (em Maiduguri), e achamos que foram colocadas por militantes do Boko Haram", disse um morador ao "Premium Times" um residente da capital do estado de Borno. "Estamos em uma situação de assédio e não sabemos quantas dessas bombas foram colocadas ou quantas mulheres suicidas podem atentar."

Expulso pelo exército nigeriano de alguns dos territórios que tinha tomado, o Boko Haram atacou recentemente alvos considerados fáceis, pouco protegidos e em que é fácil causar muitas vítimas, como estações de ônibus, hotéis e centros de lazer.

O grupo fundamentalistas matou pelo menos 12 mil pessoas nos últimos cinco anos, segundo as autoridades nigerianas. / EFE e REUTERS

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