Reuters
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Série de deslizamentos mata mais de 160 nas Filipinas

Nas últimas semanas, mais de 450 pessoas morreram pelas enchentes que castigaram o país asiático

Associated Press e Efe,

09 de outubro de 2009 | 08h25

Mais de 160 pessoas morreram nas últimas 24 horas em uma série de deslizamentos e inundações no norte das Filipinas, região assolada há duas semanas por uma tempestade tropical e um tufão, indicaram fontes oficiais. No total, mais de 450 pessoas morreram nas enchentes que atingiram o país nas últimas semanas - as piores dos últimos 40 anos.

 

Pelo menos 120 pessoas foram mortas em deslizamentos de terra na província de Benguet, a 210 quilômetros ao norte de Manila, onde mais de 100 casas foram engolidas pela lama. Outras 23 morreram na província da Montanha, na aldeia de Abatam. Mais 25 pessoas morreram na cidade de Baguio.

 

Segundo o superintendente Loreto Espinili, chefe da Polícia provincial. "Achamos que o número de mortos seguirá aumentando porque os deslizamentos foram maciços", declarou à rádio local. As chuvas afetaram grande parte do planalto central de Luzon, destruindo infraestruturas, bloqueando estradas e inundando vastas extensões de plantações de arroz, que fornecem o sustento básico para os habitantes pobres da região.

 

O número de mortos por deslizamento se somam aos 25 registrados no fim de semana passado o tufão Parma, que permanece castigando a região setentrional das Filipinas. Mas a maior tragédia da temporada de tormentas na região foi a tempestade tropical Ketsana, que em 26 de setembro inundou 80% da capital e causou quase 300 mortos, cerca de 500 mil deslocados, 2,5 milhões de afetados e perdas multimilionárias.

 

Especialistas das agências internacionais identificaram a favelização como o principal fator destes desastres naturais que afetam ao país e que evidenciam o péssimo estado de suas infraestruturas, assim como a falta de preparação e meios dos que conta a Administração para responder às emergências.

 

Além das tempestades, as Filipinas sofrem por estarem localizadas no chamado "Anel de Fogo do Pacífico" uma região de grande atividade sísmica e vulcânica que sofre, a cada ano, cerca de 7 mil terremotos, a maioria de caráter moderado.

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