Série de explosões em Bagdá deixa mais de 30 mortos

Maioria dos ataques ocorreu perto da Zona Verde, que abriga sedes do governo e embaixadas

O Estado de S. Paulo,

05 de fevereiro de 2014 | 15h48

BAGDÁ - Pelo menos 34 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas nesta quarta-feira, 5, em uma série de explosões ocorridas em Bagdá, a maioria nas proximidades da fortificada Zona Verde, informaram fontes de segurança. A Zona Verde abriga as sedes do governo e do Parlamento iraquiano, assim como embaixadas de países ocidentais.

Os ataques acontecem no momento em que militantes ligados à Al-Qaeda lutam pelo controle de áreas sunitas no oeste do país.

O pior ataque ocorreu perto do prédio do Ministério das Relações Exteriores, quebrando janelas de prédios residenciais próximos. Dois carros-bomba explodiram matando ao menos 12 pessoas, entre elas três policiais, e ferindo outras 22.

Em outro atentado, cinco pessoas morreram e 12 ficaram feridas após um homem-bomba detonar o cinto de explosivos que carregava, perto de um restaurante frequentado por oficiais e visitantes que esperam por escoltas de segurança para entrar na zona verde, que abriga o escritório do primeiro-ministro e embaixadas dos Estados Unidos e de outros países. As explosões provocaram grandes danos materiais em edifícios e veículos estacionados nos arredores.

Outro carro-bomba explodiu na praça Khilai, área comercial muito movimentada no centro de Bagdá, matando cinco pessoas e ferindo 11. A polícia fechou o local enquanto bombeiros apagavam as chamas e comerciantes guardavam seus bens em mochilas e deixavam as lojas.

No fim da tarde, três carros-bomba no bairro de maioria xiita de Jisr Diyala explodiram em sequência. Nove pessoas morreram e 24 ficaram feridas. Minutos depois, uma bomba lançada perto do portão oeste da Zona Verde matou uma pessoa que andava pelo local e feriu sete.

Ninguém assumiu a autoria dos atentados, mas carros-bomba e ataques suicidas contra prédios do governo, forças de segurança e xiitas são a marca do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, grupo ligado à Al-Qaeda que atua no país.

O porta-voz do Ministério do Interior iraquiano Saad Maan Ibrahim disse que os ataques recentes em Bagdá representam uma "reação inútil dos grupos terroristas em relação às derrotas que têm sofrido nas mãos de forças de segurança na província de Anbar."

O Iraque sofre uma alta da violência e dos atentados terroristas, que causaram durante 2013 a morte de 8.868 pessoas, das quais 7.818 eram civis, segundo números da ONU. Mais de 1.000 pessoas foram mortas em janeiro deste ano, segundo dados do governo iraquiano./ EFE e AP

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