Série de explosões no Iraque deixa pelo menos 154 mortos

No mais violento ataque desde o início da guerra do Iraque, uma série de explosões com três carros-bomba e duas salvas de morteiros mataram ao menos 154 pessoas e feriram outras 247 nesta quinta-feira no bairro xiita de Cidade Sadr, em Bagdá. A informação foi confirmada pela polícia e por fontes do Ministério do Interior, e suspeita-se que militantes sunitas estejam por trás da ação. Autoridades instituíram toque de recolher na cidade após as 20h locais. Os xiitas responderam quase que imediatamente, atirando 10 salvas de morteiros contra a mesquita de Abu Hanifa, a mais sagrada desta seita muçulmana na capital iraquiana. Ao menos uma pessoa morreu e outras 14 ficaram feridas na ação contra o mais sagrado santuário sunita. Começada por volta das 15h10, horário local, os três carros bombas em Sadr City explodiram um após o outro em intervalos de 15 minutos, atingindo o mercado de Jamila, o de al-Hay e a praça Al-Shahidein. Ao mesmo tempo, duas salvas de morteiros atingiram a mesma praça e a praça Mudhaffar, segundo fontes policiais. O general Abdul-Karim Khalaf, um porta-voz do ministério do Interior, disse à televisão esta Iraqiyah que, além dos três veículos que explodiram, um carro foi capturado e três ainda estavam nas ruas. Ele forneceu o número da placa de cada carro, pedindo que moradores na cidade informem a polícia caso os vejam. O ataque acontece paralelamente à invasão de um ministério controlado por xiitas, e parece ter por objetivo inflamar as tensões sectárias após uma semana de crescentes embates no centro do governo de coalizão iraquiano. Ruas inteiras foram destruídas, deixando restos de cadáveres ensangüentados em meio a carcaças de veículos. Após os ataques, moradores raivosos e militantes armados ganharam as ruas pedindo a morte de muçulmanos sunitas e atirando para o alto. Ambulâncias foram enviadas ao local. Tensão em Bagdá Cidade Sadr é o reduto do Exército Mahdi, a milícia leal ao milícia leal ao clérigo radical xiita anti-americano Muqtada al-Sadr. Pouco após o ataque, homens do Exército Mahdi fizeram uma operação na área, estabelecendo barragens e pontos de checagem na área para manter estranhos fora do perímetro. O governo impôs um toque de recolher começado às 20h locais nesta quinta-feira, dizendo que todas as pessoas e veículos devem sair das ruas até próximo comunicado do governo. Conteúdo atualizado às 16h24

Agencia Estado,

23 Novembro 2006 | 13h11

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