Serra compara 2002 a 1994

O ministro da Saúde, José Serra, cuja candidatura à Presidência da República pelo PSDB vem crescendo, usou a primeira eleição de Fernando Henrique Cardoso ao Palácio do Planalto para justicar sua recusa em falar publicamente sobre o assunto."Se formos comparar com a eleição de 1994, estamos em abril de 1993, quando Fernando Henrique não era nem ministro da Fazenda", afirmou o ministro, depois de participar de um seminário no Banco Mundial organizado em torno de uma apresentação sua sobre a política de saúde do governo."É muito cedo", afirmou. "Considero todo esse debate presidencial e supostas corridas, etc, muito prematuro." Serra disse que "no que se refere à área de saúde", o debate sobre a sucessão presidencial "é um estorvo"."Nós precisamos de tempo e de condições políticas para fazer o papel que o governo tem de fazer", justificou. Segundo ele, "misturar isso com a questão eleitoral, atrapalha muito."Sobre seu silêncio sobre a sucessão do presidente Fernando Henrique Cardoso, explicou: "Se você começa a comentar, acaba contribuindo para um encadeamento de raciocínios e para a antecipação (da campanha presidencial)". O ministro, que ficou hospedado da residência oficial do embaixador do Brasil em Washington, Rubens Barbosa, disse que seus contatos em Washington limitaram-se aos bancos multilaterais de desenvolvimento e a organizações ligadas à área da saúde, como a Organização Panamericana de Saúde e o International Food Research Policy Institute, que o ministério quer envolver na assessoria de um novo programa de nutrição para crianças de até 3 anos de idade. Serra informou também que iniciou os entendimentos sobre um novo empréstimo de US$ 400 milhões do Banco Mundial para o Programa de Saúde da Família, que já formou pouco menos da metade das 25 mil equipes previstas para dar atendimento médico básico e preventivo.O programa prevê mobilização e treinamento de um total de 125 mil agentes de saúde, 50 mil auxiliares de enfermagem, 25 mil enfermeiras e 25 mil médicos.O Banco Mundial e o Banco Interamericano já apóiam diferentes programas federais de saúde no Brasil com US$ 600 milhões em créditos. O ministro, que retorna nesta quarta-feira a Brasília, disse que não tinha nenhum contato previsto com o governo americano.

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