Serra Leoa avança com confinamento para conter Ebola

Alguns moradores fugiram de suas casas em Serra Leoa para evitar ficarem presos durante um confinamento de três dias para tentar conter o surto de Ebola, segundo informaram trabalhadores dos serviços de saúde neste sábado. É um pequeno revés no segundo dia do enorme esforço de isolar 6 milhões de pessoas no país.

AE, Estadão Conteúdo

20 de setembro de 2014 | 19h26

Quase 30 mil funcionários do governo e voluntários percorreram o país nesta sexta-feira e sábado para distribuir sopa e informações sobre como evitar o Ebola, que segundo a Organização Mundial da Saúde já matou cerca de 560 pessoas em Serra Leoa e mais 2.600 em outros países do oeste da África. As equipes também ajudam a identificar doentes que se recusam ou não conseguem buscar tratamento.

Em um discurso antes do isolamento do país por três dias, o presidente de Serra Leoa, Ernest Bai Koroma, disse que "a sobrevivência e a dignidade de cada um de nós está em jogo". A estratégia, porém, é controversa. A organização não governamental Médicos Sem Fronteiras afirmou que "seria extremamente difícil para os funcionários dos serviços de saúde identificar os doentes por meio das visitas de porta em porta". Além disso, mesmo identificando os contaminados, não existem leitos de hospitais suficientes para todos.

Entre os incidentes registrados, o sargento Edward Momoh Brima Lahai disse que uma equipe de saúde foi atacada quando tentava enterrar os corpos de cinco vítimas do Ebola, no distrito de Waterloo, a leste da capital, Freetown. Após a chegada da polícia, o enterro pôde ser concluído. Fonte: Associated Press.

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