Serra Leoa luta contra boatos e medo para vencer ebola

O presidente de Serra Leoa, Ernest Bai Koroma alertou o país na noite da terça-feira de que a epidemia de ebola só será superada se os habitantes mudarem seu comportamento. Segundo Koroma, é preciso que as pessoas se abstenham de tocar os pacientes e as vítimas da doença.

Estadão Conteúdo

29 de outubro de 2014 | 10h54

Em visitas a diversas áreas atingidas pelo vírus, o presidente disse que diversos centros de tratamento estão sendo construídos pelo país, mas que a batalha contra a epidemia só será vencida se o conselho de especialistas for seguido pelas pessoas. Dentre eles, evitar o contato físico com pessoas contaminadas, não lavar o corpo dos mortos e alertar imediatamente os centros de saúde em caso de novos pacientes.

Se as atitudes não mudarem, "continuaremos a trabalhar sem resultados", disse Koroma, em declaração divulgada pelo governo. O presidente também disse que áreas ao leste do país, onde o surto começou, têm diminuído o número de casos porque passaram a seguir as recomendações.

O presidente também encorajou líderes tradicionais a ajudar a ensinar como o ebola é transmitido e como prevenir a doença. A população do país tem sido prejudicada por rumores, falta de informação e medo. Algumas pessoas têm procurado tratamentos sem eficácia, atacado profissionais de saúde ou se escondido em casa com medo de que serão mortas nos centros de tratamento. "Estamos em guerra com o terror, então temos de pôr em prática táticas militares para vencer", afirmou Koroma.

O oeste da África é a região mais fortemente atingida pelo vírus, com mais de dez mil pacientes. Somente em Serra Leoa, estima-se que 3,9 mil pessoas tenham contraído a doença, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Fonte: Associated Press.

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