Serviço militar de Bush continua em dúvida

A tentativa de acabar com as dúvidas sobre o serviço militar do presidente dos EUA, George W. Bush, não puseram fim à polêmica sobre suas atividades durante a Guerra do Vietnã, segundo o Comitê Nacional do Partido Democrata, na oposição. Numa entrevista coletiva na Casa Branca, o porta-voz de Bush, Scott McClellan, distribuiu cópias das relações de tarefas e dos pontos por serviço recebidos pelo presidente entre 1972 e 1973 na Guarda Nacional Aérea. "Estes documentos provam claramente que o presidente cumpriu com suas obrigações", garantiu o porta-voz. Mas, quando jornalistas indagaram sobre algumas questões que os papéis não resolviam, McClellan limitou-se a repetir com insistência que "os documentos falam por si".Bush se alistou na Guarda Nacional do Texas em 1968 para cumprir serviço militar de seis anos. Entre 1972 e 1973, no entanto, pediu transferência para a Guarda do Alabama. O presidente do Comitê Nacional Democrata, Terry McAuliffe, na semana passada, retomou uma suspeita, levantada durante a campanha presidencial de 2000, de que Bush ausentou-se do serviço militar sem permissão. A Casa Branca admitiu que vem tendo dificuldade em encontrar companheiros que serviram com Bush no Alabama. Durante a Guerra do Vietnã, quando o serviço militar era obrigatório nos EUA, a Guarda Nacional era um destino cômodo para os jovens brancos, de classe média ou alta, que queriam evitar o conflito.

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