Serviço secreto investiga 30 planos de ataques terroristas

A chefe do serviço secreto interno britânico, o MI5, disse que o órgão está investigando até 30 supostos planos de ataques terroristas e mantém 1.600 pessoas sob vigilância. Em um raro pronunciamento público, Eliza Manningham-Buller advertiu em Londres que o risco de ataques promovidos pela rede Al-Qaeda é ?grande? e está ?crescendo?. Segundo Eliza, o MI5 e a polícia estão combatendo cerca de 200 grupos ou redes envolvidos ativamente em planejar ou facilitar atos terroristas na Grã-Bretanha. Manningham-Buller afirmou que futuros ataques poderiam ser químicos ou nucleares e que muitos dos planos em questão ?estão ligados à Al-Qaeda?. Crescimento O MI5 vem crescendo em tamanho desde os ataques de 11 de setembro de 2001 aos Estados Unidos e conta hoje com um efetivo 50% maior, com um total de 2.800 funcionários. Segundo ela, desde os ataques suicidas de 7 de julho do ano passado em Londres, cinco outros grandes ataques foram impedidos. Mas, segundo a chefe do órgão, a preocupação é de que, mesmo com o rápido crescimento, o MI5 não conseguirá investigar suficientemente as atividades ilegais em curso no país. A advertência de Manningham-Buller foi feita dias após um homem britânico ter sido condenado a 40 anos de prisão por planejar uma série de ataques. Os ataques planejados por Dhiren Barot, de 34 anos, incluiriam o uso de uma chamada ?bomba suja?, com materiais radioativos. Radicalização Segundo a chefe do MI5, jovens britânicos muçulmanos vêm se radicalizando a uma velocidade assustadora e a ameaça representada por eles durará ao menos uma geração. Em resposta à advertência, Massoud Shadjareh, da Comissão Islâmica de Direitos Humanos, disse aceitar o fato de que há uma ameaça terrorista, mas que isso deve ser colocado em perspectiva. ?Mais de mil detenções foram feitas com base nas operações anti-terror desde o 11 de Setembro, e 27 destes foram considerados culpados. Destes 27, apenas nove eram muçulmanos?, disse. Inayat Banglawala, secretário-geral-assistente do Conselho Muçulmano da Grã-Bretanha, disse que os muçulmanos britânicos deveriam trabalhar para impedir a ameaça terrorista. ?Não saberemos o quão sérios são esses 30 planos que ela mencionou, até que essas pessoas sejam identificadas e julgadas?, disse. ?No que se refere a nós, o Conselho Muçulmano sempre afirmou que os muçulmanos britânicos têm responsabilidades como qualquer um para cooperar totalmente com os serviços secretos para impedir tais planos?, afirmou. ?Ela tocou em um ponto importante ao notar que, enquanto os serviços secretos têm uma responsabilidade para julgar e impedir os planos terroristas, não se pode esperar que os serviços de segurança lidem com a questão de por que os jovens estão se radicalizando?, disse. ?Essa é uma questão social mais ampla.?

Agencia Estado,

10 Novembro 2006 | 09h11

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