Serviços de internet e telefonia móvel são bloqueados no Egito em dia de protesto

Megamanifestação organizada pela oposição deve reunir cerca de 1 milhão de pessoas nessa sexta

28 de janeiro de 2011 | 08h50

CAIRO -  Os serviços de internet e telefonia móvel seguem bloqueados nesta sexta-feira, 28, no Egito ao mesmo tempo em que a população se prepara para uma megamanifestação prometida contra o governo do presidente Hosni Mubarak, informam agências internacionais.

 

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O bloqueio à internet começou por volta das 0:30 da sexta-feira, horário local, segundo um dos maiores provedores do Egito, o Seabone.

A Associated Press e Al Jazira também relataram problemas com a internet no país. As redes sociais, como o Twitter e o Facebook, além do You Tube têm sido até agora os principais meios usados pelos manifestantes para organizar os protestos.

 

Os telefones que funcionam com os dois principais provedores de telefonia celular do Egito, Mobinil e Vodafone, deixaram de operar no meio da manhã desta sexta-feira, para o qual são esperados grandes protestos políticos na capital e em outras áreas do país. Ainda não foi confirmada a razão do bloqueio.

 

Desde as primeiras horas desta sexta-feira não é possível enviar mensagens pelo celular, mas é possível fazer chamadas. No entanto, no meio da manhã o serviço foi suspenso totalmente.

 

O próximo ato deve começar após as orações de sexta-feira, sagradas para o Islã. A oposição estima que cerca de 1 milhão saiam às ruas para protestar. No entanto, muitas mesquistas cancelaram as orações de sexta-feira por temer atos violentos.

  

Protestos

 

Nesta quinta-feira, os egípcios foram às ruas pelo terceiro dia seguido em protestos contra o governo, inspirados pela Revolução de Jasmin, levante popular que neste mês derrubou o ditador Zine Ben Ali, na Tunísia.

 

Em Suez, no leste do Egito, policiais usaram balas de borracha, gás lacrimogêneo e jatos de água contra centenas de manifestantes Os opositores atiraram pedras e bombas incendiárias contra os policiais.

 

ElBaradei

Em meio à crescente tensão, o principal líder da oposição moderada no país,o ex-diretor da Agência Internacional de Energia Atômica da ONU (AIEA) Mohammed ElBaradei chegou ao país na quinta-feira. "Minha prioridade neste momento é ver um novo Egito por meios pacíficos", disse o diplomata na chegada ao Cairo. "Mubarak serviu o país por 30 anos. Está na hora de se aposentar".

Em entrevista ao The Guardian, ElBaradei disse que "o Egito está sendo isolado por um regime que está mal das pernas".

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