REUTERS/Yves Herman
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Serviços secretos britânicos frustraram 13 possíveis atentados terroristas em 2013

Cerca de 500 casos relacionados com atividades suspeitas estão sendo investigados no país; segundo subcomissário da Polícia Metropolitana, ataques foram evitados graças à ajuda da população

O Estado de S.Paulo

06 de março de 2017 | 10h53

LONDRES - Os serviços secretos britânicos frustraram 13 possíveis atentados terroristas desde junho de 2013, segundo informou nesta segunda-feira, 6, o subcomissário da Polícia Metropolitana de Londres (Met, na sigla em inglês), Mark Rowley.

Além disso, o subcomissário, a cargo de operações especiais da Met, indicou que as forças da ordem investigam 500 casos relacionados com supostas atividades terroristas no país.

Rowley revelou os dados ao pedir à população que relate à polícia qualquer atividade suspeita, como parte de uma campanha chamada "Luta contra o terrorismo".

A ajuda dos cidadãos, indicou ele, permitiu frustrar alguns dos 13 potenciais ataques, cujos detalhes não foram fornecidos, enquanto o Reino Unido mantém o nível da ameaça terrorista em "severa", o que implica que um atentado é altamente provável.

Rowley indicou que muitas vezes uma investigação é iniciada depois que um cidadão tenha denunciado alguma atividade "suspeita" ou uma mudança no "comportamento" de uma pessoa.

Segundo as forças da ordem, a maior ameaça procede do grupo jihadista Estado Islâmico (EI), apesar de considerarem um perigo os simpatizantes da rede Al-Qaeda e a ameaça da extrema direita.

"Agora tudo nos preocupa, desde um simples ataque com faca ou o uso de veículos até ataques mais complexos com armas de fogo", declarou Rowley aos veículos de imprensa britânicos.

Em razão da campanha atual, a polícia divulgou um podcast no qual fornece detalhes sobre como os ataques são frutrados, assim como relatos de detetives e agentes secretos.

O último atentado de gravidade no Reino Unido ocorreu em 7 de julho de 2005 contra a rede de transporte de Londres, no qual 56 pessoas morreram, sendo 4 delas os terroristas. / EFE

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