Sérvios exigem que ONU anule eleições em Kosovo

O governo de Sérvia-Montenegro exigiu neste sábado que o administrador da Organização das Nações Unidas (ONU) em Kosovo, Soren Jessen-Petersen, anule as eleições na província. Numa reunião de gabinete, autoridades de Belgrado disseram que a eleição do albanês étnico Ramush Haradinaj para o posto de primeiro-ministro de Kosovo é inaceitável. Haradinaj é um ex-líder guerrilheiro acusado pelos sérvios de cometer crimes de guerra e outras atrocidades."Um homem que carrega um pesado fardo de crimes cometidos em tempos de guerra e de paz foi eleito para liderar o governo" de Kosovo, declarou o primeiro-ministro da Sérvia, Vojislav Kostunica. "Isso poderia ter uma influência decisiva sobre a situação em Kosovo e em toda a região." Kostunica esclareceu que a exigência sérvia será formalizada em cartas a Jessen-Petersen, ao Conselho de Segurança da ONU, à União Européia e a outras instituições internacionais importantes.Enquanto isso, um funcionário da Embaixada dos Estados Unidos em Belgrado foi condenado hoje a passar 20 dias na prisão por ter jogado seu carro contra a comitiva do presidente da Sérvia, Boris Tadic. Miroslav Cimpl, um funcionário sérvio da representação diplomática americana em Sérvia-Montenegro, entregou-se à polícia na quinta-feira, dois dias depois do incidente, inicialmente caracterizado como uma tentativa de assassinato contra Tadic.

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