AP Photo/Ahn Young-joon
AP Photo/Ahn Young-joon

Sete cenários possíveis para o futuro das relações entre EUA e Coreia do Norte

Trump ameaçou Pyongyang com ‘fogo e fúria’ e o regime de Kim Jong-un disse que planeja disparar mísseis contra a Ilha de Guam; veja o que pode acontecer daqui para frente

O Estado de S.Paulo

10 Agosto 2017 | 12h42

Após as ameaças dos EUA de que a Coreia do Norte enfrentará "fogo e fúria como o mundo nunca viu" se continuar com seus planos de ataque ao território americano, Pyongyang confirmou nesta quinta-feira, 10, que planeja disparar quatro mísseis contra a Ilha de Guam. Segundo o regime de Kim Jong-un, o plano de ação estará pronto em meados de agosto.

Veja a seguir sete rumos que os dois países podem seguir daqui para frente diante do cenário atual, segundo o jornal britânico The Guardian.

Guerra

Recentemente, o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, H.R. McMaster, deu a entender que uma “guerra preventiva” seria uma opção política para a crise atual. O plano consistiria em atacar a infraestrutura militar norte-coreana, diminuindo as chances de os EUA serem atingidos. O problema dessa estratégia é que o regime de Kim tem mísseis escondidos por todo o país e nenhuma ação primária chegaria perto de desarmar a Coreia do Norte. Além disso, a retaliação de Pyongyang certamente causaria a morte de milhares de civis.

Contenção

Uma contenção forçada da Coreia do Norte teria como base o uso “proporcional” de força visando enviar uma mensagem de punição ao país por suas provocações militares. Dessa forma, o próximo teste de mísseis do regime enfrentaria como resposta um bombardeio do lugar onde eles fossem realizados. Contudo, Pyongyang talvez não conseguisse diferenciar uma explosão sinalizadora de uma que dê início a uma guerra de fato, o que poderia piorar ainda mais a situação.

Assassinato do líder

A ideia de matar Kim Jong-un é parte de um plano de guerra desenvolvido pelos EUA e Coreia do Sul, mas essa não seria uma tarefa fácil, já que ele é um dos alvos mais bem protegidos do mundo. Além disso, não há garantias de que a pessoa que ocupasse seu lugar fosse alguém com pensamentos diferentes.

Pressão econômica

Antes mesmo das sanções aprovadas pela ONU, a Coreia do Norte já era o país mais isolado do mundo economicamente. Para agravar ainda mais essa situação, seria necessária uma atuação mais forte da China. Contudo, Pequim teme que isso acabe por decretar o colapso do regime norte-coreano.

Retomada das negociações

Os EUA afirmaram que estão dispostos a dialogar com a Coreia do Norte, mas apenas se o país suspender seus testes de mísseis e aceitar o fato de que as negociações visam acabar com seu programa de armas nucleares. Contudo, os norte-coreanos não estão dispostos a desistir de seus projetos, e aceitar essa condição poderia incentivar outros países a seguir o mesmo caminho e desenvolver armamentos nucleares.

Congelamento das ações

A China e a Rússia apoiam a proposta da Coreia do Norte de que ela cesse seus testes de mísseis desde que os EUA, a Coreia do Sul e aliados parem com seus exercícios militares. O problema desse caminho é que, ao aceitar a proposta, assume-se que o poder de defesa de Seul e de Pyongyang são equivalentes. Além disso, não há garantias de que Kim respeitaria o acordo.

Diálogo

Especialistas defendem que os EUA e a Coreia do Norte deveriam conversar imediatamente com o objetivo de estabelecer um canal de comunicação como uma forma de evitar erros de cálculo e de interpretações. Assim, um incidente pequeno não se transformaria em algo maior a ponto de toda a situação sair do controle.

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