JF Diorio/Estadão
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Sete dominicanos são acusados por ligação no caso Odebrecht

Entre eles estão dois ex-presidentes do Senado; outras oito pessoas que haviam sido acusadas no ano passado foram excluídas

O Estado de S.Paulo

08 Junho 2018 | 04h24

SANTO DOMINGO - O Ministério Público da República Dominicana anunciou na quinta-feira, 7, que apresentou acusações contra sete pessoas, dois deles ex-presidentes do Senado, por seus supostos envolvimentos nas propinas da construtora Odebrecht. Foram excluídos outros oito ex-funcionários e legisladores que haviam sido acusados no ano passado.

O procurador-geral, Jean Alain Rodríguez, disse em entrevista coletiva que têm provas de que sete pessoas se envolveram com propinas, enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro, por isso está apresentando uma acusação formal e solicitando auto de abertura para julgamento. Segundo ele, não foram encontradas evidências contra os outros oito ex-funcionários e legisladores.

Os sete dominicanos que serão submetidos à Justiça são o senador Tommy Alberto Galán; o ex-ministro de Obras Públicas Víctor Díaz Rúa; os ex-presidentes do Senado Porfirio Andrés Bautista García e Jesús Vásquez; o ex-senador Roberto Rodríguez Hernández; o advogado Conrado Pittaluga Arzeno e o empresário Ángel Rondón, nomeado pelo Ministério Público como a pessoa que recebeu e distribuiu as propinas.

"Podemos afirmar de maneira clara e precisa, que este grupo recebeu propinas. Comprovamos de maneira irrefutável que apresentam um patrimônio que simplesmente não podem justificar", afirmou Rodríguez. 

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O procurador anunciou que incluiu na acusação o ex-senador Vásquez Martínez, atual secretário-geral do opositor Partido Revolucionário Moderno (PRM) já que as investigações o ligam a propinas, prevaricação, enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro.

A Odebrecht revelou que distribuiu US$ 92 milhões na República Dominicana entre 2001 e 2014 para vencer licitações de contratos.

Jean Alain Rodríguez apresentou as acusações formais dois dias antes de vencer o prazo dado pelo juiz especial da Suprema Corte de Justiça designado para o caso, Francisco Ortega Polanco. /EFE

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