Sete explosões matam 20 e ferem mais de 60 na Índia

Grupo rebelde mujahedin alertou sobre série de atentados em e-mail para emissora de televisão

Agências internacionais,

13 de setembro de 2008 | 12h11

Pelo menos sete explosões na região comercial de Nova Délhi deixaram 18 mortos, segundo o Ministério do Interior indiano; estima-se que mais de 60 pessoas tenham ficado feridas.   Uma emissora de TV local afirmou que recebeu um e-mail antes da série de atentados anunciando as explosões. "Em nova de Allah, os Mujahedin indianos atacarão mais uma vez. Nos interrompam se puderem", diz a mensagem.   A polícia afirma que as explosões foram coordenadas e estão investigando os ataques. Os Mujahedin indianos eram desconhecidos antes de maio, quando assumiram a responsabilidade de uma série de atentados na cidade de Jaipur que mataram 61 pessoas. O grupo ainda reivindicou os ataques na cidade de Gujarat, em julho, que matou 45.   Os primeiros resultados da investigação indicam que a bomba estava colocada debaixo de um riquixá, o popular triciclo motorizado indiano, que foi pelos ares e se enganchou em fios de alta tensão, oque tornou a explosão mais mortífera.   "O riquixá voou pelos ares com a força da explosão e vi corpos voando em todas as direções", descreveu Roshan Lal, uma testemunha no mercado Ghaffar, à agência indiana "Ians".   As explosões seguintes foram registradas na região de Connaught Place, no centro de Nova Délhi, e construída na época do Império Britânico.   As bombas, aparentemente colocadas em lixeiras, explodiram em Central Park, núcleo do distrito de Connaught Place e na entrada de uma estação de metrô na rua Barakhamba.   As últimas explosões ocorreram em outro mercado do bairro popular de Greater Kailash I, no sul da capital indiana, sem deixar mortos. Os feridos foram transferidos para vários hospitais de Nova Délhi enquanto a Polícia evacuava as zonas atacadas.   "Como todas as bombas estavam em mercados movimentados, pedimos às pessoas que os evacuem e fiquem em casa como medida de precaução", disse à "PTI" o policial E. S. Dadwal. A notícia do atentado transformou Nova Délhi em uma cidade deserta, com lojas, restaurantes e boates fechados ao público.   A Polícia teria encontrado também três bombas que não explodiram, duas em Connaught Place e uma nas proximidades da Porta da Índia, um dos monumentos de Nova Délhi mais emblemáticos situadono centro, onde está a maioria das principais instituições oficiais.Tanto o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, quanto presidente do Partido do Congresso, Sonia Gandhi, a presidente indiana, Pratibha Patil, e a prefeita de Nova Délhi, Aarti Mehra, condenaram o atentado e pediram calma aos cidadãos.  Os terroristas "não podem matar o espírito da cidadania", disse Mehra, entrevistada pela rede de televisão "NDTV".   Gandhi visitou os feridos em hospitais, enquanto o Governo central e o de Nova Délhi anunciaram compensações para as vítimas.   Nova Délhi sofreu vários atentados nos últimos anos, o mais violentos em 29 de outubro de 2005, quando 50 pessoas morreram na explosão de três bombas em três mercados populares de Nova Délhi.   Após o atentado de hoje, o Ministério do Interior pediu a todos os estados indianos que aumentem as medidas de segurança e às três regiões em torno de Nova Délhi que elevem seu nível de alerta.

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