Amel Pain/EFE
Amel Pain/EFE

Sete manifestantes morrem em conflitos no aniversário de revolta no Egito

Além das manifestações no Cairo, um carro-bomba explodiu perto de um acampamento policial na cidade egípcia de Suez

Reuters

25 de janeiro de 2014 | 14h44

Sete pessoas foram mortas durante manifestações contra o governo egípcio neste sábado, 25, enquanto milhares de pessoas protestavam em apoio às autoridades conduzidas pelo Exército, destacando as irregulares rupturas políticas do país três anos após a queda do presidente autocrata Hosni Mubarak.

Forças de segurança utilizaram gás lacrimogêneo e dispararam tiros para o alto a fim de tentar evitar que os manifestantes de oposição ao governo alcançassem a Praça Tahrir, o coração simbólico do levante de 2011 que depôs o ex-comandante da Força Aérea.

Enquanto a polícia tentava acalmar as ruas de Cairo castigadas por conflitos políticos, um carro-bomba explodiu perto de um acampamento policial na cidade egípcia de Suez, informaram as forças de segurança.

A explosão, que foi sucedida por uma feroz troca de tiros, sugeriu que os militantes islamitas que se opõem ao general Abdel Fatah al-Sisi estão intensificando a revolta. Mas a crescente violência não prejudicou a popularidade do general.

Em vez de comemorar a queda Mubarak, um grande número de egípcios se reuniam na praça para jurar apoio ao chefe do Exército que depôs o primeiro presidente eleito livremente no ano passado.

A comemoração voltada a Sisi destacou o desejo predominante desses egípcios por um militar decidido que usufrui da confiança deles para encerrar a agitação política que tem afetado o Egito desde a Primavera Árabe em 2011, e que também vem prejudicando a economia.

Mas um fim para a violência nas ruas não parecia estar à vista. Não muito distante da Praça Tahrir, policiais em uniformes negros empunhando rifles de assalto atiraram bombas de gás lacrimogênio em repressão aos protestantes anti-governo, durante aproximadamente duas horas.

Quatro manifestantes foram mortos em diferentes partes da capital, para onde veículos blindados de combate foram enviados a fim de tentar manter a ordem, e qualquer um que tentasse entrar na praça tinha que passar por um detector de metais.

(Reportagem de Sameh Bardisi e Maggie Fick)

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