Sete marines morrem em uma base nos EUA após explosão

Granada de morteiro teria explodido por acidente durante treinamento militar no Deserto de Nevada

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

20 de março de 2013 | 02h04

A explosão acidental de uma granada de morteiro deixou sete fuzileiros navais mortos e oito feridos, na noite de segunda-feira, durante um exercício militar em Nevada, EUA. O Corpo de Marines suspendeu imediatamente e por tempo indeterminado o uso de granadas em todas as bases militares americanas até que a investigação determine se o acidente foi provocado por falha no armamento.

As Forças Armadas dos EUA confirmaram as mortes. Um funcionário, que falou à agência Associated Press na condição de anonimato, disse que não estava claro se a granada explodiu prematuramente dentro do tubo de disparo do morteiro ou se o equipamento já havia sido disparado pelos marines. Também não foi possível confirmar se houve uma única explosão ou várias.

O morteiro de 60 milímetros é um equipamento que exige normalmente três ou quatro marines para operá-lo e é comum, durante um treinamento, que outros fuzileiros estejam próximos dos colegas para observar a operação, além do instrutor.

O acidente ocorreu por volta das 22 horas no Depósito Militar de Hawthorne, a cerca de 225 quilômetros da cidade de Reno, no deserto de Nevada. O local é usado pelos militares para armazenar e reciclar armas e munições. Mas passou a servir de base de treinamento para soldados antes de partirem em missão para o Afeganistão, pois o terreno tem características semelhantes às de partes do país, onde as tropas americanas lutam desde 2001.

Segundo o porta-voz do Corpo de Marines, capitão Binford Strickland, as investigações sobre as causas do acidente já foram iniciadas. Os nomes dos fuzileiros navais mortos não foram divulgados. Pelo menos três dos oito feridos estão em estado grave. Eles fazem parte da Segunda Divisão de Marines, uma unidade de combate de tropas terrestres com base em Camp Lejeune, na Carolina do Norte. / AP e NYT

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