Sete membros do partido de Blair renunciam

O membro do parlamento Tom Watson renunciou nesta quarta-feira ao seu cargo de vice-ministro da Defesa, alegando que não "é do interesse nem do partido, nem do país" que Blair continue sendo o premiê da Inglaterra. Watson é do mesmo partido de Blair, o Trabalhista. Mais tarde, seis secretários parlamentares deixaram seus cargos pois Blair não "acabou com a incerteza", segundo o jornal inglês Independent. Tom Watson, sub-secretário de estado da Defesa, escreveu a Tony Blair dizendo que não era mais do interesse do partido Trabalhista, nem do país, Blair continuar sendo o primeiro-ministro. Seu anúncio acabou com as esperanças de Blair de intervir nos trabalhos do partido que devem definir a data da sua saída do governo. O premiê afirmou que ele iria demitir o "desleal" Watson de qualquer forma. Os outros seis que renunciaram são Wayne David, Ian Lucas, Khalid Mahmood, Chris Mole, Mark Tami e David Wright. Eles eram secretários parlamentares privados dos ministros da Defesa e da Educação, entre outras pastas. Watson é um dos 17 membros do parlamento que assinaram uma carta confidencial endereçada ao premiê, demandando a data de sua saída.Blair chamou Watson de "desleal, descortês e errado". Minutos após o anúncio da renúncia, Blair afirmou que já planejava demiti-lo de qualquer forma.Blair disse em declaração à Associação de Imprensa, ter ouvido "da mídia que Tom Watson havia renunciado". "Tinha a intenção de demiti-lo, mas gostaria de ter a cortesia de conversar com ele primeiro. Ele vir falar em particular, e expressar a sua posição sobre a liderança, seria uma coisa." "Mas assinar uma carta, que então vazou à imprensa foi desleal, descortês e errado. Sendo assim, seria impossível que ele continuasse no governo."A renúncia de Watson terá grande impacto, já que ele era considerado leal ao premiê. O trabalhista serviu de líder do governo no parlamento e era esperado que Blair o nomeasse ministro.Em sua carta, divulgada à imprensa, Watson escreveu que "é com o maior pesar que tenho que dizer que não acredito mais que a sua continuidade no cargo seja do interesse nem do partido, nem do país. Como e porque essa situação surgiu não interessam mais. Partilho da opinião da grande maioria do partido e do país que a única forma de renovar o partido e o governo é com a mudança urgente da sua liderança."

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