Sete pessoas são mortas na região muçulmana da Tailândia

Pelo menos sete pessoas foram assassinadas na região muçulmana do sul da Tailândia por supostos separatistas, que também queimaram várias escolas. O último ataque armado causou a morte de um comerciante, morto a tiros por pistoleiros na província de Sohgkhla, na fronteira com a Malásia, informou a Polícia. Outro homem, que segundo a Polícia tinha colaborado na luta contra os rebeldes, foi assassinado neste sábado em frente à garagem da sua casa, na província de Narathiwat. Na mesma província, uma pessoa foi baleada quando fazia compras. Em outro incidente, um casal de professores e sua filha foram gravemente feridos, atingidos pelos tiros de supostos extremistas. A família foi internada num hospital de Yala, em estado grave. Os autores do ataque também incendiaram várias escolas próximas. Na província de Yala, uma mulher de 22 anos foi vítima de um tiroteio, perto de um escritório governamental, na sexta-feira. Outro homem foi assassinado por desconhecidos quando viajava numa motocicleta. Outra pessoa morreu num ataque a uma escola. Duas das vítimas pertenciam à comunidade muçulmana, religião majoritária na região. As outras duas eram budistas, crença dominante no resto da Tailândia. A violência já causou cerca de 1.700 mortes na região desde 2004. A nova onda de ataques começou após o anúncio do atual Governo de que abrirá negociações com os grupos rebeldes. Como gesto de boa vontade, o primeiro-ministro tailandês, Surayud Chulanont, pediu desculpas esta semana à população do sul, pela violência que abala a região.

Agencia Estado,

04 Novembro 2006 | 06h31

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