Sete policiais são presos em Hong Kong por caso de agressão

Em outubro, manifestante foi afastado da multidão e agredido; TV gravou as imagens e caso ganhou repercussão internacional 

O Estado de S. Paulo

26 Novembro 2014 | 15h43

HONG KONG - Sete policiais foram presos nesta quarta-feira, 26, acusados de envolvimento no caso de agressão ocorrido em setembro contra um manifestante que participava dos protestos pró-democracia.

A agressão de Ken Tsang foi gravada pela rede de televisão local TVB e divulgada em redes sociais. As imagens mostram vários policiais espancando o manifestante na madrugada de 15 de outubro, quando houve confrontos entre os manifestantes e da polícia e 45 foram presas.

Na gravação é possível ver os policiais levando Tsang para uma área afastada da multidão, onde bateram e chutaram o jovem durante quatro minutos enquanto ele está no chão com as mãos amarradas.

Os policiais presos não foram identificados. Segundo um comunicado da Polícia, eles foram acusados de "agressão que resultou em danos físicos".

"A polícia reitera que se qualquer integrante das nossas forças cometer atos ilegais, haverá uma séria investigaçao, de forma justa e imparcial", acrescentou o comunicado.

Tsang é membro do Partido Cívico, uma das principais formações políticas pró-democracia de Hong Kong.

O secretário de Segurança da região, Lai Tung-Kwok, disse na época que os oficiais que espancaram Tsang foram afastados de seus postos e o Departamento de Polícia anunciou uma investigação.

Protestos. Nesta quarta, horas depois de a polícia desobstruir uma das três áreas de protestos na ex-colônia britânica em uma operação que terminou com 148 detidos, centenas de manifestantes voltaram às ruas do bairro de Mong Kok desafiando as advertências policiais.

Eles gritavam slogans como "queremos sufrágio universal". Houve confrontos isolados com a polícia, que tentou conter a multidão com cordões de isolamento para evitar que voltassem a tomar as ruas. /EFE e NYT

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