REUTERS/Carlos Barria
REUTERS/Carlos Barria

Sete são baleados em Louisville em protestos contra morte de homem negro

Protestos nos EUA contra a morte de homem negro por policial branco elevam tensão no país

Meagan Flynn / The Washington Post, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2020 | 13h38

Protestos turbulentos e, em alguns casos, violentos irromperam nos Estados Unidos na quinta-feira à noite, 28, pela morte de George Floyd, sob a custódia de policiais de Minneapolis. Manifestantes danificaram edifícios, bloquearam o tráfego e exigiram justiça para Floyd e outras vítimas de violência policial. 

Tiroteios ocorreram em várias cidades, incluindo Louisville, onde a polícia diz que sete pessoas ficaram feridas em uma troca de tiros com dezenas de disparos.

Mas no centro da fúria estava a cidade de Minneapolis, onde os manifestantes violaram a Terceira Delegacia do departamento de polícia, incendiaram o seu prédio e lançaram fogos de artifício em direção à polícia, forçando todos os policiais a deixarem a delegacia.

Os distúrbios multiplicaram-se de Phoenix para Columbus, em Ohio, quando centenas de pessoas foram para o centro das cidade e desceram para os prédios do Capitólio do Estado diante de bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha da polícia.   

"Eu certamente entendo a frustração de todos, a sensação de dor e nojo após o assassinato de George Floyd em Minneapolis", disse o prefeito democrata de Denver, Michael B. Hancock, em uma mensagem de vídeo na noite de quinta-feira.

"Mas quero implorar a todos: vamos protestar, mas pacificamente. Deixem as armas em casa e marcharemos juntos em união e teremos nossas vozes ouvidas, mas mantenham todos em segurança. É assim que precisamos fazer isso". 

A quinta-feira marcou a terceira noite de protestos, depois que o oficial de Minneapolis, Derek Chauvin, foi gravado em vídeo colocando o joelho na parte de trás do pescoço de Floyd enquanto Floyd gritava: "Não consigo respirar!" antes de morrer. 

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