Sete soldados são mortos em emboscada na Tailândia

Ataque pode ser represália à morte de líderes muçulmanos da província de Pattani

Agencia Estado

19 Junho 2007 | 11h05

Uma emboscada contra uma patrulha do Exército da Tailândia resultou na morte de pelo menos sete soldados no sul do país nesta sexta-feira, 15, informou a polícia local.Os soldados seguiam a bordo de uma caminhão militar até o local de uma troca de tiros entre militares e supostos rebeldes muçulmanos na província de Pattani quando ocorreu a explosão de uma bomba plantada no acostamento de uma estrada, relatou o coronel de polícia Anirut Im-erb.A seguir, supostos rebeldes abriram fogo contra os soldados atingidos pela explosão. Ao todo, sete soldados morreram no ataque, prosseguiu Im-erb. Trata-se de um dos piores ataques perpetrados este ano contra as forças de segurança no sul do país.Im-erb atribuiu a emboscada a rebeldes muçulmanos que atuam na região e comentou que a explosão destruiu o caminhão militar a bordo do qual viajavam os soldados. Também houve feridos na explosão, mas o coronel não entrou em detalhes.Em outro episódio de violência ocorrido nesta sexta, um franco-atirador matou três líderes muçulmanos e feriu gravemente uma pessoa ao abrir fogo contra o veículo no qual viajavam as vítimas, disse o major de polícia Hantee Koraharee. O incidente também ocorreu em Pattani. Segundo ele, a polícia ainda está investigando o caso.Depois de três líderes muçulmanos da região terem sido mortos em outros ataques ocorridos no início desta semana no sul da Tailândia, os habitantes da região passaram a acusar o Exército tailandês pelas mortes e a exigir que os responsáveis sejam levados à justiça.Desde o início de 2004, quando começou uma rebelião muçulmana que se alastrou pelas províncias de Pattani, Yala e Narathiwat, no sul da Tailândia, episódios de violência ligados à insurgência já provocaram a morte de mais de 2.300 pessoas.Os insurgentes islâmicos queixam-se de discriminação por parte do governo da Tailândia, dominado pelos budistas. Os muçulmanos dizem ser tratados como cidadãos de segunda classe.

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