Nazeer AL-KHATIB / AFP
Nazeer AL-KHATIB / AFP

Setembro foi o mês com menos civis mortos na Síria desde 2011, diz ONG

Pelo menos 139 civis, dos quais 38 menores, morreram no mês passado em bombardeios e enfrentamentos, quase metade dos que morreram em agosto

O Estado de S.Paulo

01 Outubro 2018 | 15h39

BEIRUTE - Uma apuração divulgada nesta segunda-feira, 1º, pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos revelou que o mês de setembro deste ano foi o com menos civis mortos desde o início do conflito civil na Síria, em 2011, número que reduziu em quase a metade com relação a agosto.

Pelo menos 139 civis, sendo 38 menores de idade e 20 mulheres, morreram em setembro em bombardeios e enfrentamentos que aconteceram no país, enquanto em agosto foram 253, de acordo com a ONG. Conforme o levantamento, pelo menos 7 foram baleados pela polícia de fronteira turca; 25 assassinados pelo grupo jihadista do Estado Islâmico (EI) e outros 39 foram mortos em "circunstâncias desconhecidas", entre outras causas.

A organização calculou em 1.059 o total de mortos durante o mês de setembro, incluindo 436 baixas nas facções rebeldes, islamitas e das Forças Democráticas Sírias, um grupo armado liderado principalmente por curdos. Dentro da apuração de mortos estão 93 membros do Exército governamental, assim como 146 combatentes leais às tropas do presidente sírio, Bashar Assad. Além disso, 236 jihadistas do EI e da Frente al-Nusra morreram em combates e ataques aéreos.

O Observatório não conseguiu identificar quem são outras nove pessoas que morreram nesse mês.

Nos meses anteriores do ano, o número de mortes foi superior por causa das várias ofensivas militares que aconteciam em diferentes pontos do país, onde o Exército sírio e seus aliados conseguiram recuperar o controle de grande parte do território que estava nas mãos das facções armadas opositoras.

Desde o começo da disputa na Síria, o Observatório Sírio de Direitos Humanos documentou a morte de mais de 350 mil pessoas no país, embora esse número possa chegar a 500 mil com os casos que não puderam ser verificado. 

Jordânia

Na quinta-feira, o governo da Síria anunciou que reabrirá em outubro a passagem de Nasib, a principal fronteira com a Jordânia, que permanece fechada há três anos, desde que foi tomada por grupos rebeldes.

A passagem será aberta para o trânsito de caminhões, segundo anunciou o Ministério dos Transportes sírio, que anteriormente havia informado que esse trecho seria liberado a partir do último sábado.

A informação da data inicial foi desmentida pela ministra jordaniana das Comunicações, Yumana Gunaimat, em comunicado divulgado pela agência oficial Petra.

A passagem de Nasib, que liga o distrito sírio de Daraa à cidade jordaniana de Yaber, é a principal conexão comercial entre os países e se conecta com a estrada internacional que atravessa a Síria de norte a sul, passando por Damasco.

Essa via é considerada um dos cruzamentos terrestres mais importantes do Oriente Médio, já que foi a principal passagem das exportações sírias para Jordânia, Líbano e os países do Golfo.

As forças leais a Assad recuperaram a passagem de Nasib e toda a Província de Daraa em julho, após forçarem os rebeldes a saírem para a região de Idlib, no norte do país.

Depois que o governo sírio assumiu o controle da fronteira, o Exército jordaniano divulgou um comunicado que essa reconquista traria consequências "positivas para a segurança e a economia" de ambos os países.

Até então, a Jordânia mantinha as fronteiras com a Síria fechadas para evitar a entrada de refugiados e de terroristas em seu território. / EFE

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