Setor de aviação dos EUA pede compensação pela guerra

O presidente da Associação do Transporte Aéreo (ATA) dos EUA, James May, pediu o Congresso para que aprove rapidamente um projeto de ajuda ao setor para contrabalançar um prejuízo estimado de US$ 4 bilhões, resultante da guerra no Iraque. Nos últimos dias, todas as maiores operadoras do país anunciaram demissões e cortaram vôos.May disse que ficou animado com comentários públicos, como os que foram feitos pelo senador Bill Fris, que afirmou que o setor vai provavelmente conseguir ajuda. Mas May destacou que não recebeu promessa. A Casa Branca não incluiu a ajuda aérea ao projeto de financiamento de emergência para a guerra no Iraque.Representantes do governo estão divididos em torno dessa ajuda. Mesmo antes da guerra no Iraque, as empresas já estavam perdendo dinheiro. A United Airlines e a US Airways já operavam sob concordata. A única grande companhia aérea ainda lucrativa era a Southwest.Alguns economistas e analistas têm dito que as operadoras precisam resolver problemas estruturais que fizeram com que se tornassem deficitárias. May afirmou que as empresas promoveram diversos cortes de custos e que estão pedindo ajuda federal para compensar apenas as perdas relacionadas à guerra.O setor sugeriu que o governo pague os custos adicionais de segurança impostos desde os atentados de 11 de setembro e que suspenda temporariamente os impostos sobre os combustíveis de aviões. Após terem perdido conjuntamente US$ 10 bilhões em receitas no ano passado, o setor prevê prejuízo de US$ 6,7 bilhões este ano. Mas, num cenário de guerra curta e bem-sucedida, a ATA projeta US$ 4 bilhões em prejuízos adicionais. May disse que as reservas para vôos para os próximos 60 dias estão 20% a baixo do verificado há um ano.

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