Setor têxtil chinês corta empregos

Os produtores têxteis chineses se viram obrigados a reduzir empregos devido ao drástico descenso de ônus do exterior após a entrada em vigor, no último dia 1º de janeiro, das restrições da União Européia (UE) e EUA.Segundo informou o Ministério de Comércio, muitas pequenas e médias empresas da província meridional de Cantão, um dos centros nevrálgicos do setor, cortaram postos de trabalho ou, em alguns casos, deram folga por tempo indeterminado a seus funcionários por causa do Ano Novo chinês (29 de janeiro).Na cidade de Foshan, por exemplo, apenas 76 das 6.200 empresas têxteis existentes conseguiram cotas de exportação para este ano, e os empresários falam de um "grande contraste com a atmosfera de prosperidade do ano passado".Em 2005, a China assinou com a UE e EUA pactos através dos quais aceitou restrições sobre suas exportações têxteis que, segundo Pequim, ameaçam 19 milhões de trabalhadores do setor.Os analistas consideram que as conseqüências imediatas destas limitações serão a dura concorrência no mercado nacional devido ao aumento da oferta, assim como uma redução do crescimento do setor a 3,5%, contra 20% de 2005.

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