Seul acusa Pyongyang de violar histórica declaração de reconciliação

Coreia do Sul acusa vizinha do norte de ter afundado um navio em março

Efe

14 de junho de 2010 | 08h05

SEUL - Seul acusou nesta segunda-feira, 14, Pyongyang de violar a declaração conjunta atingida no ano de 2000 durante a histórica cúpula intercoreana que abriu o processo de reconciliação entre ambos os países, no véspera do décimo aniversário daquele evento.

 

As duas Coreias adotaram a chamada "Declaração Conjunta do dia 15 de Junho" ao término da cúpula intercoreana realizada há dez anos em Pyongyang entre o então presidente sul-coreano, Kim Dae-jung, e o líder norte-coreano, Kim Jong-il.

 

Aquela foi a primeira reunião entre os líderes de ambas as nações desde que terminou em 1953 a Guerra da Coreia, que terminou com um armistício e não com um tratado de paz.

 

Seul, que insistiu hoje em que ainda respeita os princípios de reconciliação daquela declaração, acusou de novo Pyongyang de ter afundado o navio "Cheonan" em março, o que causou a morte de 46 marinheiros, e criticou o regime norte-coreano por "danificar" assim "o espírito" desse documento.

 

Também lhe atribuiu "provocações" como o teste nuclear que Pyongyang realizou em maio do ano passado e a suspensão do diálogo intercoreano por causa da tensão causado pelo caso "Cheonan".

 

Um porta-voz do Ministério de Unificação sul-coreano pediu a Pyongyang que se desculpe pelo afundamento da embarcação e castigue os responsáveis, assim como abandone seu programa nuclear para avançar as relações com o Sul.

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