Seul anuncia concessões para superar crise nuclear

A Coréia do Sul indicou sua disposição a fazer muitas concessões à Coréia do Norte para dialogar e avançar rumo à solução da crise nuclear com o país vizinho, afirmou nesta quarta-feira o governo de Seul. Em declarações publicadas pela agência Yonhap, o ministro da Unificação, Lee Jong-Seok, reforçou a mensagem do presidente da Coréia do Sul, Roh Moo-Hyun, que havia se reunido com a comunidade de descendentes de coreanos na Mongólia. Roh afirmou que a oferta de "muitas concessões" à Coréia do Norte poderá melhorar as relações entre as duas partes. Ele revelou sua intenção de seencontrar com o líder norte-coreano, Kim Jong-il. Segundo o presidente, a Coréia do Sul vai continuar oferecendo ajuda humanitária ao Norte. Ele não pretende ceder às críticas de "conservadores de dentro e fora do país", de que a assistência só serve para perpetuar o regime comunista. A referência teve como maior alvo os Estados Unidos. O governo americano tem criticado a crescente aproximação entre Seul e Pyongyang. Há poucos dias, o enviado especial dos EUA para os direitos humanos na Coréia do Norte, Jay Lefkowitz, disse que os projetos de assistência e cooperação econômica multimilionários de Seul estão sustentando o regime comunista, sem beneficiar a população norte-coreana. O ministro da Unificação sul-coreano foi ontem à Coréia do Norte para promover vários projetos de cooperação econômica. Nesta quarta, ele deixou claro que seu país traçou uma nova estratégia, que privilegia os incentivos, e não as sanções. A Coréia do Norte se retirou da quinta rodada de conversações multilaterais sobre seu programa de armas nucleares em novembro, em Pequim. As negociações estão estagnadas. Para voltar ao diálogo, Pyongyang exige que Washington suspenda as sanções financeiras impostas a uma série de empresas e instituiçõesbancárias.

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