Seul bloqueia acesso à conta de Pyongyang no Twitter

Desde 2004, Coreia do Sul bloqueou 65 páginas de internet a favor da Coreia do Norte

Efe

19 de agosto de 2010 | 03h38

 

SEUL - A Coreia do Sul bloqueou o acesso a uma conta da rede de microblogs Twitter vinculada a um site oficial do governo da Coreia do Norte, que foi seguida por internautas sul-coreanos desde sua abertura, na última semana, informa nesta quinta-feira, 19, a imprensa local.

A Comissão das Comunicações da Coreia do Sul bloqueou na tarde da quarta o endereço da conta de Twitter @uriminzok ("nossa nação") para que os internautas situados no território sul-coreano não possam ter acesso a ela, uma prática comum no país asiático, que bloqueou o acesso a 65 páginas pró Coreia do Norte desde 2004.

O Ministério da Unificação sul-coreano advertiu na quarta-feira que os seguidores sul-coreanos dessa conta poderiam enfrentar sanções caso realizassem "retweets" (reenvio a outros usuários) ou respondessem às mensagens da conta norte-coreana.

A conta @uriminzok publica mensagens em coreano desde o dia 12 de agosto, e se declara a voz do site oficial norte-coreano uriminzokkiri.com ("nós como nação"). A página do governo de Kim Jong-il tem até o momento pouco mais de 8.300 seguidores, e é alvo da curiosidade dos internautas sul-coreanos.

No Twitter, alguns sul-coreanos confessam interesse pelas mensagens, limitadas a 140 caracteres, da conta norte-coreana, embora a lei da Coreia do Sul preveja multas de até 3 milhões de wons (quase 2 mil euros) a pessoas que se comuniquem com norte-coreanos sem notificação anterior ao governo.

Além disso, a Coreia do Sul vigia o conteúdo dos vídeos publicados na conta de YouTube do usuário Uriminzokkiri. Na conta foram postados, desde o último dia 14 de julho, vídeos em coreano cheios de elogios patrióticos em relação ao regime de Pyongyang e seu maior líder, Kim Jong-il, e que criticam a Coreia do Sul.

As duas Coreias estão tecnicamente em guerra desde o fim do confronto armado que mantiveram entre 1950 e 1953, encerrado com um armistício em vez de um tratado de paz.

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