Seul defende solução pacífica para a crise nuclear

O presidente da Coréia do Sul, Roh Moo-hyun, reafirmou sua vontade de solucionar a crise nuclear norte-coreana de forma pacífica, e defendeu a manutenção dos projetos de turismo e industriais conjuntos com Pyongyang. "A crise suscitada na península coreana por causa do teste nuclear norte-coreano deverá ser solucionada de uma forma pacífica", ressaltou Roh, que assegurou que a paz é um princípio fundamental que deve prevalecer sobre qualquer outro interesse. O governante sul-coreano deixou claro que não interromperá o projeto de turismo ao monte norte-coreano de Geumgang ou as atividades no parque industrial da cidade norte-coreana de Kaesong, onde diversas empresas sul-coreanas fizeram investimentos. Segundo Roh, estes negócios empresariais conjuntos são um "símbolo de paz e estabilidade" na península. Ao mesmo tempo, o presidente sul-coreano recalcou a necessidade de Pyongyang renunciar a todo o seu programa nuclear, e considerou que a solução final deste problema é o desmantelamento total de armas atômicas por parte do país comunista. Quanto às conversas multilaterais sobre o programa nuclear norte-coreano, Roh explicou que se trata de um processo complicado que requer muito tempo, apesar de a Coréia do Norte ter anunciado na semana passada sua intenção de retornar à mesa de negociações. As conversas de seis lados, que têm a participação das duas Coréias, do Japão, da China, dos EUA e da Rússia, se encontram estagnadas há um ano devido ao boicote de Pyongyang, que exige a suspensão por parte de Washington das sanções financeiras impostas, em setembro de 2005, a instituições bancárias relacionadas com o regime comunista. Na terça-feira passada, os representantes máximos de Coréia do Norte, EUA e China nas conversas de seis lados decidiram retomar "em breve" estas negociações multilaterais.

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