Seul deve retomar envio de ajuda para Pyongyang

Depois de mais de cinco meses de suspensão em operações comerciais, a Coréia do Sul afirmou que retomará, ainda nesta semana, o envio de ajuda à Coréia do Norte. As negociações entre os dois países estava suspensa desde que os norte-coreanos realizaram testes com mísseis e com uma bomba nuclear, em outubro de 2006. A remessa de ajuda será reiniciada apesar das dificuldades surgidas nos esforços para convencer a Coréia do Norte a abrir mão de suas ambições nucleares.A Coréia do Sul começará a mandar 300 mil toneladas de fertilizante a partir da próxima quinta-feira, 29, a tempo para a época de plantio de primavera no país vizinho.Na quarta, 28, será retomado o pacote de ajuda para as vítimas de enchentes, que inclui a remessa de vários materiais, entre os quais alimentos e concreto. "Temos de manter laços normais com a Coréia do Norte", afirmou uma autoridade do Ministério da Unificação da Coréia do Sul.Os norte-coreanos, de outro lado, permitirão que algumas dezenas de milhares de famílias separadas desde a Guerra da Coréia (1950-53) reúnam-se, a partir de terça-feira, por meio de videoconferências.Negociação nuclear O reinício do envio de ajuda acontece depois de a Coréia do Norte ter aceitado, em fevereiro, desligar seu principal reator nuclear, fonte do plutônio usado na fabricação de bombas. A decisão foi tomada em meio a um processo de negociação do qual participam seis países (as duas Coréias, o Japão, a China, a Rússia e os EUA). Esse processo, no entanto, paralisou-se na semana passada depois de governo norte-coreano ter exigido que lhe fossem devolvidos US$ 25 milhões congelados no exterior devido a suspeita de que fossem fruto de atividades ilegais.A Coréia do Sul, com medo do impacto a ser provocado no caso de o governo da Coréia do Norte ruir, envia ajuda através da fronteira há anos como parte de uma política para ajudar a manter o regime do país vizinho estável.Mas essa política vem enfrentando uma oposição crescente. O presidente sul-coreano, Roh Moo-hyun, cujo governo depara-se com uma taxa de aprovação de menos de 20%, foi criticado sob o argumento de que cede demais à Coréia do Norte e não obtém o equivalente em troca.A Coréia do Sul interrompeu o envio de arroz e fertilizante para o país vizinho depois de os norte-coreanos terem disparado uma série de mísseis em julho de 2006. Três meses depois, o país stalinista testou uma bomba atômica, levando a comunidade internacional a impor-lhe sanções.

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