Seul diz estar 'pronta para atacar' o Norte

O Exército da Coreia do Sul afirmou ontem que está preparado para atacar o "comando" da Coreia do Norte caso o país vizinho pratique ações que coloquem em risco a vida e a segurança de sua população. A advertência foi uma resposta à ameaça de Pyongyang de abandonar o armistício de 1953 que colocou fim ao conflito entre os dois países caso Seul e Washington não suspendam exercícios militares conjuntos iniciados na sexta-feira e previstos para durar dois meses.

CLÁUDIA TREVISAN, CORRESPONDENTE / PEQUIM, O Estado de S.Paulo

07 de março de 2013 | 02h06

A escalada de ameaças reflete o agravamento da tensão na região em razão do fortalecimento da capacidade nuclear da Coreia do Norte e da discussão de novas sanções econômicas contra o país pelo Conselho de Segurança da ONU.

"Se a Coreia do Norte adotar provocações que ameacem as vidas e a segurança de nosso povo, nossas Forças Armadas vão retaliar de maneira forte e decisiva não apenas a origem da provocação, mas também o seu comando", declarou o general Kim Yong-hyun, em entrevista coletiva concedida em Seul.

Cerca de 200 mil soldados sul-coreanos e 10 mil norte-americanos participam das manobras militares, que ocorrem anualmente e estão entre os maiores exercícios do tipo em todo o mundo.

Além do treinamento, as ações têm o objetivo de conter a Coreia do Norte, que já realizou três testes nucleares desde 2006, o último dos quais no dia 12 de fevereiro.

O embaixador do Brasil em Pyongyang, Roberto Colin, disse que a tensão na capital norte-coreana aumentou de maneira visível desde o início das manobras militares, no dia 1 de março. "Todas as vezes em que há exercícios desse tipo, a situação se agrava, porque eles temem que possa acontecer alguma coisa", declarou ao Estado por telefone.

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