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Seul e Tóquio afirmam que míssil norte-coreano está pronto

A Coréia do Norte parece ter completado a injeção de combustível no míssil de longo alcance que, segundo Japão, Estados Unidos e Coréia do Sul, o regime comunista pretende testar em breve, informaram fontes diplomáticas e de inteligência sul-coreanas e japonesas.Segundo fontes diplomáticas citadas pela agência sul-coreana "Yonhap", imagens feitas por satélites militares mostram numerosos contêineres de combustível ao redor da plataforma de mísseis da qual se acredita que a Coréia do Norte poderia lançar um Taepodong-2, capaz de alcançar o território dos EUA.A disposição e aspecto das dezenas de tanques de combustível indicaria, segundo essa informação, que a operação de reabastecido já teria sido concluída.A edição de domingo do jornal japonês "Yomiuri" cita fontes de inteligência japonesas e diz que parece que o míssil já foi carregado com o combustível.Os Governos de EUA, Japão e Coréia do Sul expressaram nos últimos dias sua preocupação diante dos sinais evidentes de que a Coréia do Norte estava preparando o lançamento de um míssil Taepodong-2, o que seria uma violação da moratória para este tipo de testes assinada por Pyongyang em 1999.Essas informações indicam que o lançamento poderia ser feito em breve, até mesmo neste domingo, ou no começo da próxima semana.O jornal "Sankei", que cita fontes do Governo japonês, afirma que o Governo da Coréia do Norte ordenou que a bandeira nacional tremule hoje em toda a nação e anunciou uma mensagem televisionada para as 14h (2h em Brasília).Segundo o jornal, a mensagem poderia estar relacionada com o lançamento do míssil ainda neste domingo.A Coréia do Norte já possui armas nucleares, como o regime comunista anunciou em fevereiro de 2005, mas não se sabe se possui tecnologia suficiente para carregá-las em mísseis como o Taepodong-2.No sábado, Estados Unidos e Japão advertiram a Coréia do Norte de que poderiam impor sanções econômicas ao país se fizer um teste com o míssil.Após uma reunião de emergência em Tóquio, o ministro de Assuntos Exteriores japonês, Taro Aso, e o embaixador dos EUA no Japão, Thomas Schieffer, pediram à Coréia do Norte que não faça essa "grave provocação"."Caso façam o lançamento, teremos todas as opções sobre a mesa e consideraríamos diferentes alternativas para convencer Pyongyang a não voltar a fazer um teste como este no futuro", disse Schieffer.Fontes diplomáticas americanas citadas pela agência "Kyodo" disseram que Japão e Estados Unidos buscariam uma "resposta imediata" do Conselho de Segurança da ONU se a Coréia do Norte lançar o míssil.Em agosto de 1998, a Coréia do Norte gerou preocupações no Japão e nos Estados Unidos quando lançou um míssil Taepodong-1 de médio alcance, que sobrevoou o território japonês e caiu no Pacífico.O lançamento do míssil de 1998, que segundo a Coréia do Norte pretendia colocar um satélite em órbita, levou americanos e norte-coreanos a negociar a moratória sobre testes de mísseis convencionais assinada pelo país comunista em 1999.

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