Seul e Tóquio implementarão sanções da ONU à Coreia do Norte

Ambos seguirão mantendo aliança com os Estados Unidos para responder à postura da Coreia do Norte

EFE

28 de junho de 2009 | 06h54

O primeiro-ministro japonês, Taro Aso, e o presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak reafirmaram neste domingo sua posição comum frente à Coreia do Norte e asseguraram que implementarão estritamente as sanções da ONU a Pyongyang.

 

Segundo a agência local "Kyodo", os Chefes de Governo coincidiram em que "não tolerarão sob nenhuma circunstância que a Coreia do Norte obtenha armas nucleares" e asseguraram que implementarão a totalidade das sanções da resolução 1874 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, aprovada após o segundo teste nuclear norte-coreano do 25 de maio.

 

A resolução proíbe o comércio de armamento pesado com a Coreia do Norte e permite a inspeção de naves norte-coreanas suspeitas de transportar armas, materiais para a fabricação de mísseis e tecnologia relacionada. Pyongyang advertiu que considerará esse tipo de inspeções como um ato de guerra.

 

Além disso, tanto Aso como Lee asseguraram que seguirão mantendo uma estreita aliança com os Estados Unidos para responder à postura da Coreia do Norte e que estão de acordo em negociar a desnuclearização norte-coreana com a Rússia e China.

 

No plano econômico, os dois líderes se mostraram favoráveis ao reatamento de conversas para a assinatura de um tratado de livre-comércio entre as duas partes, iniciadas anteriormente, mas que tropeçaram nos assuntos pesqueiros.

 

Durante esta visita de um dia, a delegação sul-coreana se reuniu com empresários japoneses e a associação de imigrantes sul-coreanos no Japão. Lee pediu um melhor tratamento ao cerca de meio milhão de sul-coreanos que moram no Japão, alguns já por várias gerações, e solicitou a Aso que se deem passos para que adquiram o direito ao voto.

 

Esta é a oitava vez que Aso e Lee se reúnem, depois que ambos se comprometeram a manter contatos periódico e melhorar as relações bilaterais.

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