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Seul e Washington iniciam conversas sobre acordo comercial

A Coréia do Sul e os Estados Unidos iniciaram nesta segunda-feira, 26, em Seul a última rodada de negociações para um acordo de livre-comércio antes do prazo de 2 de abril, com evidentes diferenças em matéria agrícola e tecnológica.Trata-se do 11º encontro que os dois países mantêm com o objetivo de fechar este acordo comercial, que representaria um aumento de 20% das trocas bilaterais, segundo a agência sul-coreana de notícias Yonhap.O objetivo das conversas, que durarão toda a semana, será estabelecer um pacto que inclua setores que até o momento impediram que as negociações sejam encerradas satisfatoriamente, como o automobilístico, agrícola, farmacêutico e as leis antidumping.O ministro de Comércio sul-coreano, Kim Hyun-chong, assegurou nesta segunda-feira que os representantes trabalharão com intensidade sobre o acordo "até o término das negociações", uma amostra do otimismo que as duas partes transmitem, apesar de não terem chegado a um consenso em reuniões anteriores.O acordo tem que ser fechado antes do fim de semana, já que no dia 2 de abril os enviados americanos devem apresentar o resultado de suas conversas ao Congresso para que aprove o novo marco de relações comerciais com a Coréia do Sul."É nosso objetivo que a semana termine com sucesso", afirmou Wendy Cutler, do grupo negociador dos Estados Unidos, liderado por Karan Bhatia, representante-adjunta de Comércio Exterior americano.Negociação ´pela via rápida´O governo da Coréia do Sul está interessado em fechar o novo acordo de livre-comércio com os Estados Unidos antes que expire a autoridade concedida pelo Congresso americano ao presidente, George W. Bush, para negociar "pela via rápida" os vínculos comerciais.Segundo a agência Yonhap, o acordo com a Coréia do Sul seria um dos mais importantes para os EUA desde que assinou o Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta), em 1994, com o México e o Canadá.Das 17 categorias em revisão, as duas partes já solucionaram os aspectos referentes a concorrência, licitações e alfândegas, e estão muito próximos de um acordo em assuntos como os serviços financeiros, emprego e meio ambiente.Outro empecilho que terão que superar é a proibição sul-coreana de importar carne bovina americana durante três anos pela aparição de casos do mal da vaca louca.ImpopularidadeNo entanto, o possível acordo comercial se tornou muito impopular entre a população sul-coreana, especialmente entre agricultores e operários de fábricas, que temem perder seus postos de trabalho se o governo da Coréia do Sul der via livre à entrada de produtos agrícolas e tecnológicos americanos.Cerca de dez mil pessoas se manifestaram no domingo, 25, nas ruas de Seul para pedir ao Executivo sul-coreano que suspenda as negociações comerciais com os EUA.Apesar da oposição de parte da população, o chefe de governo sul-coreano, Roh Moo-hyun, apoiou publicamente o acordo comercial."Honestamente, acho que sou o único presidente que faria coisas que poderiam prejudicá-lo politicamente", disse Roh, em referência às conseqüências em votos que o pacto com os Estados Unidos poderia ter nas eleições presidenciais de dezembro.

Agencia Estado,

26 de março de 2007 | 05h54

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