Jeon Jin-hwan/Newsis via AP
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Seul e Washington iniciam manobras conjuntas sob ameaça nuclear da Coreia do Norte

Objetivo das ações é coordenar a defesa da Coreia do Sul e dos Estados Unidos diante de um hipotético ataque norte-coreano

O Estado de S.Paulo

22 Agosto 2016 | 10h54

SEUL - Os exércitos de Coreia do Sul e dos Estados Unidos iniciaram nesta segunda-feira, 22, manobras conjuntas em grande escala com fogo real em território sul-coreano, às quais a Coreia do Norte respondeu com a ameaça de um "ataque nuclear preventivo".

O Ulchi Freedom Guardian (UFG), um dos maiores exercícios anuais conjuntos realizado todo verão na Coreia do Sul, conta este ano com a presença de 25 mil soldados americanos e 50 mil sul-coreanos, segundo informaram o Comando de Forças Combinadas e o Ministério da Defesa de Seul.

Espera-se que as manobras, que se prolongarão até quinta-feira, incluam ensaios de artilharia com fogo real e o desdobramento de aviões de combate e outros ativos militares com o objetivo de coordenar a defesa de Seul e Washington diante de um hipotético ataque do Exército Popular norte-coreano.

Embora as forças conjuntas tenham assegurado que o UFG é de "natureza não provocadora", o regime de Kim Jong-un reagiu com ameaças em seus veículos de imprensa estatais.

"Se os belicistas atômicos mostrarem o mínimo sinal de agressão à inviolável soberania da República Popular Democrática da Coreia (nome oficial do país) em terra, mar ou ar, um ataque nuclear preventivo ao estilo coreano transformará em cinzas o local de tal provocação", publicou a agência de notícias estatal KCNA em comunicado.

Um porta-voz do Estado-Maior general do Exército Popular, que assinou o comunicado, destacou que "a situação na península coreana é tão tensa que a qualquer momento pode explodir uma guerra nuclear".

A Coreia do Norte argumentou que, com o exercício, as forças militares da Coreia do Sul e dos EUA buscam "adquirir capacidades para realizar um ataque nuclear preventivo de surpresa contra a RPDC" e "preparar um cenário para a invasão da RPDC em múltiplas fases". / EFE

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