Seul e Washington não fecham acordo sobre carne dos EUA

Após protestos populares, Coréia do Sul resolveu rever a importação de carne de gado com mais de 30 meses

Efe,

16 de junho de 2008 | 04h35

Coréia do Sul e Estados Unidos não chegaram a um acordo nas negociações adicionais que estão sendo realizadas em Washington sobre a exportação de carne bovina americana para o país asiático, informa nesta segunda-feira, 16, a agência sul-coreana Yonhap. O ministro do Comércio sul-coreano, Kim Jong-hoon, tinha previsto retomar nesta segunda-feira em Washington uma reunião com a representante de Comércio americana, Susan Schwab, após dois dias de encontros na busca de medidas para paralisar a chegada de carne com mais de 30 meses, mais suscetíveis de sofrer do "mal da vaca louca". Neste encontro de dois dias o ministro sul-coreano propôs a sua colega americana que os exportadores americanos retivessem de forma voluntária o embarque de carne de gado com mais de 30 meses. Em abril, Coréia do Sul e EUA acertaram uma nova norma sanitária pela qual o país asiático reabriu seu mercado à carne bovina americana, incluindo o de gado com mais de 30 meses. Mas, após vários protestos, o presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, se comprometeu que este tipo de carne não poderá chegar à Coréia do Sul, o que deu lugar a estas negociações adicionais. Lee telefonou no dia 7 de junho para o presidente americano, George W. Bush, para pedir que não envie ao seu país a carne. A grande maioria da população sul-coreana pede ao Governo que renegocie o pacto comercial com Washington.

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