Seul e Washington têm plano contra ameaças norte-coreanas

Entre as ameaças estariam desde um desastre natural até uma crise com armas de destruição em massa

EFE

01 Novembro 2009 | 01h41

Os Governos da Coreia do Sul e dos Estados Unidos completaram um plano de ação conjunto para enfrentar eventuais emergências internacionais na Coreia do Norte, que incluem a possibilidade do colapso do regime comunista, informou neste domingo a agência sul-coreana "Yonhap".

 

O plano, concretizado após anos de consultas bilaterais, determina as respectivas respostas militares de Seul e Washington perante vários tipos de emergência na Coreia do Norte, segundo a "Yonhap", que cita uma fonte governamental sul-coreana em condição de anonimato.

 

Entre estas situações estariam desde um desastre natural até uma crise com armas de destruição em massa, uma guerra civil, o sequestro de cidadãos sul-coreanos e a chegada em massa de refugiados à Coreia do Sul, segundo a fonte.

 

Na resposta perante estas eventuais crises o Exército da Coreia do Sul desempenharia um papel fundamental, com a exceção do que se refere à eliminação de armas atômicas e instalações nucleares, que estaria a cargo dos EUA.

 

O representante do Governo sul-coreano disse à "Yonhap" que Seul e Washington tinham trabalhado um longo tempo em um plano conceptual para estarem preparados para emergências na Coreia do Norte.

 

Quando chegou ao poder no ano passado, o Governo do presidente sul-coreano Lee Myung-bak pressionou "para transformar o plano conceptual em um plano operacional", acrescentou a fonte, detalhando que Coreia do Sul e EUA continuarão desenvolvendo os detalhes específicos deste plano.

 

Ambos os países expressaram em várias ocasiões sua preocupação com a possibilidade de que uma situação de emergência na Coreia do Norte leve à transferência de armas de destruição em massa e sua tecnologia a grupos terroristas ou a outros países.

 

A Coreia do Norte se mostrou disposta a retomar o diálogo multilateral para seu desarmamento nuclear, bloqueado desde março, mas o condicionou ao resultado de conversas bilaterais prévias com os EUA.

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